A minha prazerosa, livre e insana loucura não trai a minha índole!


A minha insanidade não me permite usar máscaras.

A minha insanidade não admite que eu seja tratado como algo ou alguém invisível porque não sou um IP e não sou um personagem. Tenho nome, sobrenome e rosto.

A minha insanidade é avessa ao fútil, ao supérfluo, ao inútil e tem nojo da soberba, da ambição, do falso moralismo, da ingratidão, do egoísmo, da hipocrisia e do preconceito.

A minha insanidade me aceita, respeita e ama assim. Único, escancarado, gente.

A minha insanidade tem alma, é solidária, não é ingrata e muito menos egocêntrica.

A minha insanidade não tolera sentimentos dissimulados e muito menos os impostos.

A minha insanidade não é a mesma que habita as mentes que mentem, forjam, dissimulam, agridem, destroem, violentam, acusam, julgam, condenam, discriminam, traem, ignoram, desprezam, excluem e esquecem.

A minha insanidade tem certeza absoluta que sou imperfeito, falível, mortal, e que não sou anjo, que não sou demônio, que não sou exemplo de nada e que não tenho nada de especial simplesmente porque sou apenas um ser humano como qualquer outro.

A minha insanidade exige que eu viva intensamente cada segundo, cada minuto, cada dia, como se fosse o último, e não tolera que eu viva em um mundo paralelo, nas sombras, escondido, refém disso, daquilo ou de alguém.

A minha insanidade não teme a falsa moralidade que ignora seus próprios atos, que culpa os outros pelas suas próprias atitudes, que se equilibra em pés de barro moldados por conceitos injustos, invertidos, irracionais, egoístas, deturpados e desumanos.

A minha insanidade não tem nenhuma dúvida que sou eu, e somente eu, o único dono e responsável pela minha vida, pelas minhas escolhas, pelos meus atos, pelas minhas atitudes, pelos meus conceitos e pelas minhas palavras.

A minha insanidade afirma, sem medo, que a minha consciência não carrega culpas nem remorsos.

A minha insanidade tem a lucidez de enxergar que a vida inspira, respira, ouve, vê, sente e vive lá fora, no mundo real.

A minha insanidade decidiu que nunca vou me calar quando me roubarem a dignidade e os meus direitos.

A minha insanidade não me deu o direito de me intrometer na vida dos outros.

A minha insanidade me deu o direito de ignorar e desprezar quem supostamente acredita que pode se intrometer na minha vida.

A minha insanidade jamais aceitará que me imponham deveres, culpas, erros e responsabilidades alheias.

A minha prazerosa, livre e insana loucura não trai a minha índole!

Por: Alexandre Gonçalves de Souza

"Projeto de vida"


"Perguntaram à pessoa errada"


Existem duas perguntas que as pessoas repetem há séculos e ninguém sabe as respostas.

Onde está a felicidade?

Qual o sentido da vida?

Muitas acreditam que as mesmas são mantidas em segredo.

Mas, já fizeram essas perguntas à VIDA?

Tenho certeza absoluta que ela, e somente ela, tem essas e outras respostas na ponta da língua e, jamais teve a intenção de mante-las em segredo.

Apenas são as pessoas que perguntaram e continuam perguntando à pessoa errada.

Por: Alexandre Gonçalves de Souza

"O castigo do egoísta"


Quem não sabe viver com caridade e abraçar a dor dos outros, tem como castigo sentir com violência intolerável a dor própria.

A dor só pode suportar-se tornando-a comum e compartilhando-a com os outros que sofrem.

O castigo do egoísta está em só disso se aperceber sob a férula, tentando em vão aprender a caridade, por interesse.

Autor: Cesare Pavese
(Escritor Italiano - 1908/1950)

Talvez você...


Tenha tudo, mas nada lhe satisfaz.

Acredite que esse tudo é  pouco para você.

Ache injusto ser igual a todo ser humano.

Tenha certeza que é superior a todos.

Todos se afastem de você exatamente por esta certeza.

Só dê valor ao que não tem valor nenhum.

Pense que a vida não lhe deu nada.

Não perceba que esse nada seja tudo aquilo que você despreza.

A sua solidão seja explicada por este desprezo.

Esteja procurando se libertar.

Não consiga ver as saídas.

Veja todas as saídas, mas se recusa a enxergá-las.

Quando você quiser ser livre e encontrar as saídas seja tarde demais.

Pense que eu tenho todas as respostas.

Certamente eu tenho as minhas respostas.

E cabe a você ter as suas.

Por: Alexandre Gonçalves de Souza