"Elas nasceram com HIV e aprenderam a conviver com o vírus"

Da esquerda para a direita: Sofia Ocampo, Nadia Tévez, Evelyn Lucero e Tamara Sosa
Foto: Clarin/Argentina

O cabelo chegava até a cintura. Ela tinha muito cabelo e era preciso ter paciência para penteá-lo. Era um momento que mãe e filha passavam todos os dias em frente ao espelho. Foi esse momento que a mãe de Nádia escolheu para contar:

Você tem HIV!

E Nádia sentiu que de repente tudo fazia sentido: as 16 pílulas diárias, as análises, os médicos, as internações, os dias e semanas sem ir ao colégio. Tudo.

Mas era ela que tinha HIV?
Isso não era uma coisa que os filhos é que contam para os pais?

Ela nem sequer tinha namorado e nem sabia o que era beijar. "Nádia tinha 13 anos. E a única coisa que ela conseguiu fazer foi gritar eu vou morrer".

"Vivendo com HIV"

Nádia Tévez não morreu. Ela tem 24 anos e o vírus, embora continue presente, é indetectável. E ela desenvolveu um humor blindado: "Imagina, ainda por cima eu tinha nascido com estrabismo! Bem que eu notava que eu não era muito normal".

Nádia nasceu em uma época "em que ter HIV era quase uma sentença de morte". Naquela época, as mulheres portadoras do vírus não podiam ficar grávidas. "Engravidar significava condenar os filhos a nascer com o vírus". E foi o que aconteceu com a mãe de Nádia. "Ela ficou sabendo que era portadora de HIV quando estava prestes a dar à luz. Uma transfusão de sangue que tinha recebido meses antes havia infectado ambas, ela e seu bebê. Deram a Nádia seis meses de vida". Mas isso já passou e hoje Nádia faz parte de Arribarte, um grupo de teatro para jovens impulsionado pela Fundação Huésped. A maioria dos participantes tem HIV. Outros são familiares de pacientes e amigos.

"Arribarte"

"Sofía Ocampo, Evelyn Lucero e Tamara Sosa também nasceram com HIV". Elas têm vinte e poucos anos. Assim como Nádia, "elas cresceram com mamadeiras com gosto de remédio e comprimidos misturados no doce de leite".

O que significa para elas ter HIV?
Elas não sabem. Só levantam os ombros.
Não sabem como é ter outra vida, uma vida sem o vírus.

Arribarte não tem um funcionamento contínuo, mas cumpriu o primeiro objetivo: que elas não se sentissem mais sozinhas. "Você sempre acha que isso só acontece com você", diz Tamara. Como as outras jovens, ela é a única dos irmãos a ter HIV. E como todas, ela cresceu escutando uma frase: "Toma o remédio senão você vai morrer". Sua mãe morreu quando ela tinha três anos. E um ano depois morreu seu pai. Ela tem seis irmãos.

"Saindo das sombras"

A mãe de Evelyn também foi infectada em uma transfusão de sangue. Morreu quando ela tinha quatro anos. Evelyn, o pai e a irmã se mudaram para a província de Jujuy. "Não diga nada, não conte nada", lhe repetiam. "Eu nunca tive muita consciência do que era e em uma província tão conservadora eu não podia falar muito. Só comecei a entender quando conheci as outras meninas e aí eu percebi que não estava sozinha e comecei a me informar sobre o que eu tinha. A informação te fortalece".

E como para qualquer adolescente a cama é um terreno cheio de medos e dúvidas, para elas foi muito mais. É o que Nadia diz: "Você começa a tua sexualidade sentindo que você é uma bomba de tempo. Ter HIV é uma responsabilidade muito grande e às vezes cansa ter que cuidar sempre do outro".

A mãe da Sofia usou drogas até que as análises lhe deram a pior notícia: "ela e a filha tinham HIV e hepatite C". A infância de Sofia se passou em uma casa cheia de camisinhas e com uma mãe que se tornou militante. "Ela me deu tanto amor que eu não posso reclamar de nada. Ela sempre me defendeu e me cuidou".

"Elas chegaram neste mundo no momento mais crítico da epidemia. Quando contam o que viveram dão risada. Ao contrário de suas mães, elas sabem que o vírus acaba nelas e que elas poderão ter filhos sem medo".

Qual a diferença entre ser portador do HIV e doente de AIDS e quais são os direitos trabalhistas dessas pessoas?


O vídeo foi produzido pelo TRT - Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região em março/2016, e trás informações "corretas" sobre os direitos trabalhistas dos portadores do vírus HIV e/ou doentes de AIDS.

Você sabe qual a diferença entre essas duas condições?

Quais são os direitos e deveres de empregados e empregadores no que se refere a esse tema?

Essas e outras dúvidas são respondidas por uma "JUÍZA DO TRABALHO" no vídeo. Portanto, troque as "desinformações obtidas pelo ouvi dizer pelas informações corretas de quem realmente entende do assunto".

"5 momentos no sexo que você - MULHER - está correndo riscos, mas talvez nem saiba disso"


O sexo seguro é, teoricamente, fácil. Mesmo que muita gente ainda insista em se arriscar, todo mundo sabe qual seu segredo: basta usar camisinha.
Certo?
Bem, nem sempre!

O problema é que, muitas vezes, "você acha que está, protegida, mas pode estar correndo riscos". A revista norte-americana Cosmopolitan revela cinco formas surpreendentes em que você está desprotegida na relação sexual.

"Durante o sexo oral"

Sim, você pode contrair uma DST (doença sexualmente transmissível) ao fazer ou mesmo receber sexo oral. Os vírus, tais como HPV e HERPES, "também vivem no interior da boca e podem ser facilmente transmitidos para as áreas genitais porque o revestimento da vagina é muito semelhante ao revestimento da boca. Dessa forma, os preservativos mesmo no sexo oral são realmente necessários".

"Ejaculação acidental no olho"

Os vírus/doenças, tais como "HIV, SÍFILIS E HEPATITES B e C, também podem ser contraídas através do olho. Portanto, caso o esperma (infectado) do parceiro entre em contato com essa mucosa acidentalmente, há o risco de contaminação".

"No sexo mesmo com camisinha"

Mesmo que vocês "estejam usando preservativo, você pode contrair HPV se a sua virilha tocar a dele. Qualquer contato pele a pele pode transmitir vírus como o HPV através de pequenos ferimentos e escoriações na pele, como cortes de depilação, por exemplo". Vale lembrar, no entanto, que o risco é bem menor.

"Engravidar mesmo menstruada"

Se você pensa que está protegida de uma gravidez indesejada durante seu período menstrual, está enganada. O momento da ovulação é variável e pode não coincidir com o tempo da menstruação. "As chances de engravidar durante o período são muito pequenas (menos de 1%), mas ainda não são zero, por isso é melhor usar proteção de qualquer maneira".

"Engravidar usando métodos anticoncepcionais"

Os métodos contraceptivos, como a pílula, "não têm eficácia de 100%". Eles podem falhar. "As chances são ainda menores do que 1% no caso do uso DIU e pílulas anticoncepcionais, implantes, ou anel vaginal. E de cerca de 2 a 3% se usado diafragma ou preservativo apenas".

O que aconteceu com o bebê que recebeu uma injeção de sangue contaminado pelo HIV aplicada pelo seu próprio pai?


Não, o título dessa postagem não foi tirado de uma obra de ficção ou de um filme de terror. Esta barbárie é uma história real que aconteceu no final dos anos 90, quando um pai(?), "que não era portador do HIV", que trabalhava em um hospital de St. Louis/USA injetou no seu próprio filho, um bebê de 11 meses, "sangue contaminado pelo vírus para não sustentar a criança".
Esse monstro, foi condenado e está cumprindo sentença de prisão perpétua!
E o menino, Brryan Jackson, que sobreviveu a este crime hediondo, ao contrário de quem imaginava que não completaria 5 anos de idade, tem 24 anos, está bem e além de outras atividades humanitárias, quando pode faz um trabalho voluntário de aconselhamento em Camp Kindle, uma casa de apoio em Nebraska, que cuida de crianças que vivem com HIV.

Brryan tem uma vida relativamente saudável, toma apenas um comprimido por dia no tratamento da infecção pelo HIV, ainda lida com alguns problemas de saúde e faz suas consultas médicas de acompanhamento/monitoramento a cada 3 meses.

Quando os médicos diagnosticaram Brryan aos 5 anos de idade, o menino já manifestava a AIDS, e eles achavam que já tinham feito tudo o que era possível para salvar sua vida, até porque o seu debilitado estado de saúde indicava que ele não sobreviveria.

"Porém, Brryan contrariando todas as probabilidades, se recuperou, sobreviveu, e hoje é um exemplo de esperança, perdão, coragem e fé".

Em seu aniversário de 18 anos, Brryan criou uma organização sem fins lucrativos chamada Esperança é vital. Hoje, a organização é uma catalisadora de esperança que inspira outras pessoas a superarem as adversidades e a se fortalecerem para fazer a diferença em suas próprias vidas e na vida das outras pessoas.

Brryan acredita que a educação é a chave para eliminar a propagação do HIV e para reduzir o estigma relacionado às pessoas que vivem com HIV. Ele também acredita que através de esforços dedicados, todos podem ajudar a dissolver os mitos e reduzir a discriminação e mal-entendidos associados com deficiências, diagnósticos de saúde e diversidades.


Clique aqui e leia a matéria original na íntegra (em inglês)

(Traduzido, editado e adaptado por Alexandre Gonçalves de Souza)

"Cientistas vão iniciar testes - em humanos - de injeção com potentes anticorpos que protegeram macacos da infecção pelo HIV"

"Cientistas americanos e alemães testaram inoculação direta de quatro anticorpos em macacos, que ficaram imunes ao HIV por 6 meses. Quase três mil voluntários foram recrutados para a segunda fase dos estudos, que irá testar a injeção em humanos".

Com uma única injeção de potentes anticorpos anti­-HIV, "cientistas conseguiram tornar macacos imunes à infecção pelo vírus por pelo menos seis meses", de acordo com um artigo publicado nesta quarta ­feira, 27, na revista científica Nature.

O estudo, feito por cientistas dos Estados Unidos e da Alemanha, testou quatro anticorpos diferentes. "Um deles deles já começou a ser testado em humanos, no Brasil, no Peru e nos Estados Unidos, em testes clínicos coordenados pelos Institutos Nacionais de Saúde (NIH, na sigla em inglês) americanos".

Segundo os autores do estudo, liderado por Malcolm Martin, do Instituto Nacional de Alergias e Doenças Infecciosas de Bethesda, em Maryland (Estados Unidos), a pesquisa é um passo importante para o desenvolvimento de uma alternativa às vacinas, que permita prevenir a infecção em humanos.
De acordo com Martin, as vacinas, em geral, baseiam­-se na inoculação de versões amenizadas dos vírus para que o organismo humano produza anticorpos contra eles. A alternativa seria a inoculação direta dos anticorpos periodicamente.

"O nosso estudo é o primeiro a mostrar que uma única injeção desses anticorpos monoclonais podem prevenir a infecção e a doença, tornando­-os uma alternativa viável para uma vacina contra o HIV", disse Martin. No experimento, os cientistas administraram um única dose do anticorpo em três grupos de seis macacos e os infectaram semanalmente com o vírus. "Todos ficaram protegidos por pelo menos 23 semanas".  Os autores sugerem que uma combinação de vários anticorpos poderia se usada para bloquear a transmissão do HIV.

Estamos dando um passo de cada vez. "Agora que mostramos a eficácia dos anticorpos para proteger os macacos, vamos testar cada um deles em humanos", afirmou Martin. "No dia 7 de abril, a NIH anunciou o início do recrutamento de 2,7 mil pessoas que participarão da primeira fase dos testes clínicos com o anticorpo VRC01 ­ um dos quatro testado em macacos no estudo ­ no Brasil, Peru e Estados Unidos".

"Segundo Martin, uma segunda fase dos testes clínicos será feita em vários países africanos. Os resultados deverão estar prontos em 2022"
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Fontes: Nature - Estadão