"ONG GESTOS DENUNCIA FALTA DE ANTIRRETROVIRAIS EM PERNAMBUCO"


A ONG "Gestos – Soropositividade, Comunicação e Gênero, do Recife (PE)", emitiu nota informando que "estão faltando no estado, os antirretrovirais RITONAVIR, FOSAMPRENAVIR E KALETRA", em grandes hospitais de referência em HIV e AIDS, como o Hospital Universitário de Pernambuco (HUOC), Correia Picanço, Instituto Materno de Pernambuco (Imip), Hospital das Clínicas, Otávio de Freitas e o Serviço de Atenção Especializada (SAE) de Caruaru. Os profissionais das farmácias dos mesmos informaram que o problema era do Ministério da Saúde, conta Jair Brandão, diretor/ativista da Gestos.

Jair informa que enviou e-mail para o Departamento de DST, Aids e HV do Ministério da Saúde solicitando informações, "e o coordenador, Fabio Mesquita, respondeu que os medicamentos foram enviados e que o estado de Pernambuco deveria ter uma quantidade significativa em estoque". Jair diz ainda que pediu informações à Secretaria Estadual de Saúde de Pernambuco. A Assistência Farmacêutica do Estado informou que não procedem as denúncias, e que esses medicamentos "deveriam" estar nos serviços, pois há estoque deles, segundo os sistemas de acompanhamento e controle, explica o ativista.

Se tem estoque dos antirretrovirais e eles não estão sendo distribuídos a quem precisa, o que fazer?

Para solucionar o problema, houve uma reunião nessa quinta-feira (21/08) em caráter de urgência, na Assistência Farmacêutica do Estado. Estavam presentes o coordenador da Assistência Farmacêutica de Pernambuco, técnicas responsáveis pelos medicamentos no estado, além de José Cândido, da Rede Nacional de Pessoas Vivendo com HIV/PE, e Jair Brandão.

O representante da Gestos enumera os itens acertados no encontro (leia abaixo) e diz que está monitorando a situação:

1 – A Assistência Farmacêutica vai entrar em contato com as farmácias dos hospitais de referência em HIV e Aids (HUOC, Correia Picanço, Hospital das Clínicas, IMIP, SAE Caruaru, SAE Lessa de Andrade e Otávio de Freitas) para verificar qual o estoque de medicamentos antirretrovirais existentes, e porque os(as) usuário(as) não estavam recebendo a medicação;

2 – No dia 4 de setembro de 2014, às 8 horas, no auditório da farmácia do estado será realizada reunião com a participação da Coordenação da Assistência Farmacêutica e equipe; coordenadore/as das farmácias do hospitais de referência em HIV e aids (Correia Picanço, Hospital das Clínicas, HUOC, IMIP, SAE Caruaru, SAE Lessa de Andrade e Otávio de Freitas); coordenadore/as Municipais de DST e Aids; representação de usuário/as; RNP+/PE e Gestos, para discutir o problema da logística e dispensação dos medicamentos para as pessoas com HIV;

3 – Vai ser criado um canal de comunicação direta com a Assistência Farmacêutica, para podermos fazer as denúncias de falta de medicamentos nos serviços em HIV e AIDS. Além dos canais que já existem, como, por exemplo, as ouvidorias;

4 – A Assistência Farmacêutica vai repassar para RNP+/PE e Gestos, os contatos e responsáveis pelas farmácias dos hospitais de referência em HIV e AIDS para que possamos ter maior resolutividade e rapidez em relação aos medicamentos.

Fontes:
ONG Gestos
Agência de Notícias da Aids 

"PESQUISA ABORDA FATORES ASSOCIADOS AO FIM DO CICLO REPRODUTIVO EM MULHERES SOROPOSITIVAS"


Por: Danielle Monteiro

Entre as pessoas que vivem com Aids no mundo, "metade são mulheres", segundo dados da Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids (Unaids). "A prática de sexo desprotegido, a baixa percepção do risco de infecção pelo HIV e a dificuldade de negociação do uso do preservativo, aliadas à manutenção da atividade sexual no climatério, podem levar a um aumento global de mulheres que terão que conviver com a doença quando alcançarem a menopausa".

Foi diante dessa nova realidade que o aluno de doutorado em Pesquisa Clínica de Doenças Infecciosas, no Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI/Fiocruz), Guilherme Calvet decidiu investigar os fatores associados à idade da menopausa e a eficácia da terapia antirretroviral nessa parcela da população. "Muitas mulheres HIV-positivo, além de ficarem expostas às complicações metabólicas comuns à fase de pós-menopausa decorrentes da perda de estrogênio, podem possuir previamente outros fatores de risco ou complicações relacionadas à infecção pelo HIV e ao uso prolongado do tratamento para a doença", justifica Calvet.

O estudo, "que envolveu 667 mulheres HIV-positivo a partir de 30 anos de idade em acompanhamento no INI/Fiocruz", revela que aspectos relacionados à saúde, ao estilo de vida, à reprodução, além do tempo de exposição ao tratamento para a doença, estão intimamente associados à idade da menopausa. A tese foi dividida em dois artigos. "O primeiro analisou os fatores associados à menopausa natural (cessação do ciclo menstrual) e à menopausa natural precoce (cessação do ciclo menstrual com idade menor ou igual a 45 anos)".

Os dados apontam que fatores como "menarca precoce (primeira menstruação em menores de 11 anos de idade), imunodeficiência avançada relacionada ao HIV, exposição inferior a dez anos ao esquema antirretroviral, coinfecção hepatite C/HIV e tabagismo têm influência na antecipação da idade natural da menopausa". Esses resultados têm importantes implicações para a saúde pública, "uma vez que a antecipação da menopausa tem sido associada ao aumento de morbidades como aterosclerose, doenças cardiovasculares, osteoporose, fraturas ósseas e crescimento da taxa de mortalidade", destaca.

Do total de mulheres estudadas, "160 haviam chegado à menopausa natural, sendo que a idade média entre o grupo foi de 48 anos. Ter mais de três filhos mostrou associação com entrada mais tardia nessa fase do ciclo reprodutivo. Os resultados também indicaram que 27% entraram na menopausa precoce".

Já o segundo artigo, "que compara a resposta imunológica e virológica da terapia antirretroviral de primeira linha entre mulheres pré e pós-menopausadas, indicou que os dois grupos reagem de forma semelhante em relação à resposta imunológica em até 24 meses após início do tratamento". O resultado assegura que "mulheres podem ser tratadas de forma similar independentemente de sua idade", explica Calvet. De um total de 383 mulheres, 85% estavam na fase pré-menopausa e 15% na pós-menopausa.

Para o pesquisador, "os resultados sugerem necessidade de estudos sobre a reposição hormonal em mulheres soropositivas, especialmente entre as que se encontram em menopausa precoce, avaliando benefícios à saúde, redução de sintomas, aumento da qualidade de vida, análise das interações medicamentosas e segurança". Estudos futuros são necessários para avaliar estratégias de otimização da terapia antirretroviral nesta população, "em função do número crescente de mulheres pós-menopausadas em uso de terapia antirretroviral e do impacto da reconstituição imune (resposta inflamatória a uma infecção oportunista) na sobrevida", conclui.


"COM O HIV 'CERCADO', CIENTISTAS PRETENDEM ERRADICAR A AIDS ATÉ 2030"


Segundo reportagem de "Demétrio Rocha Pereira no site do Zero Hora", o vírus da aids foi colocado contra a parede "mas resta saber como destruí-lo em seus esconderijos". O infectologista Eduardo Sprinz, do Hospital de Clínicas de Porto Alegre (RS), comenta o avanço registrado por Ole Søgaard, da Universidade de Aarhus, na Dinamarca, com o Romidepsin, medicamento para combater o câncer. Do mesmo hospital, Ricardo Kuchenbecker diz que, "pela primeira vez, é possível prever o controle de uma epidemia tão grande. E defende que apostar na prevenção é essencial nesse caminho". Leia a matéria na íntegra:

"O vírus HIV está cercado e cientistas querem erradicar a AIDS até 2030"

A comunidade científica quer erradicar a epidemia de aids até 2030. A meta foi anunciada em Melbourne, na Austrália, "no fechamento da 20ª Conferência Internacional sobre a Aids", soprando otimismo em um evento que transcorreu entristecido pela morte de seis pesquisadores que rumavam para o encontro a bordo do voo MH17, abatido no leste da Ucrânia em 17 de julho.

Sob o desalento da perda de especialistas como o holandês Joep Lange, que presidiu a Sociedade Internacional de Aids entre 2002 e 2004, o evento sediou o anúncio de que o vírus HIV, "flagrado em estado de hibernação, pela primeira vez foi forçado a abandonar as células e se soltar no sangue". O avanço foi registrado por Ole Søgaard, da Universidade de Aarhus, na Dinamarca, cuja equipe administrou em pacientes o Romidepsin, medicamento para combater o câncer.

Se os antirretrovirais que compõem o coquetel contra a aids "reduzem o vírus a uma pequena população adormecida, que não replica o HIV, a técnica dos dinamarqueses expulsa o vírus desse esconderijo". O que persiste insolúvel é "o desafio de matar essa última reserva do vírus, que sempre ameaça tomar conta do organismo, exigindo a administração periódica do coquetel".

A pesquisa comprova que é possível atingir o vírus mesmo em estado de latência, "mas ainda não conseguimos matar as células que fazem parte desse reservatório e que estão na matriz do sangue". Já sabemos isolar e neutralizar o vírus com o coquetel. "O passo adicional seria atacar a população do vírus que fica, explica Eduardo Sprinz, infectologista do Hospital de Clínicas especializado no tratamento da aids".

"Ainda que o HIV esteja escasso a ponto de não ser detectável, deixar de tomar os antirretrovirais permite que o vírus latente acorde e se restabeleça. Uma cura completa envolveria matar todas as células infectadas. Mas, como a matança não pode ser indiscriminada, sob pena de derrubar também todas as células saudáveis do paciente, é preciso descobrir um modo de atacar apenas o reservatório do vírus".

A infecção já é controlável. Embora a cura esteja distante, sabemos qual caminho seguir. "Sozinha, a estratégia de tentar provocar a célula dormente não é suficiente. Se tivéssemos uma forma de marcar as células para que fossem miradas, como alvos, seria muito interessante", diz Sprinz.

"O tratamento"

Já uma "cura funcional" manteria o vírus adormecido mesmo depois de o paciente abandonar o coquetel. "É o que parecia ter acontecido com a bebê do Mississippi", que, logo nasceu, já foi medicada. "Em 18 meses, a criança parecia estar livre do HIV recebido da mãe, mas o vírus reapareceu dois anos depois da suspensão do tratamento".

Até agora, "a única cura amplamente reconhecida é a do paciente de Berlim", como é conhecido o americano Timothy Ray Brown. Por força de uma leucemia, Brown teve de passar por dois transplantes de medula óssea. "Os doadores tinham genes resistentes ao HIV, e as cirurgias acabaram nocauteando não só a leucemia, como também a aids". No mês passado, foi divulgado que dois australianos passaram pelo procedimento, obtendo o mesmo sucesso.

"Mas a cirurgia, cara e arriscada, passa longe de oferecer uma alternativa prática e abrangente para tratar uma doença epidêmica".

A conferência em Melbourne apresentou uma redução dos casos de aids no mundo. "Em contrapartida, no Brasil, houve um aumento de 11%". A redução ocorreu na maior parte dos países mais atingidos, como a África do Sul e as nações da África subsaariana, "onde a epidemia claramente tem padrão heterossexual". Onde o padrão é diferente, não caiu. "É o caso de Inglaterra, Estados Unidos, Brasil, Bélgica", diz Ricardo Kuchenbecker, que, na condição de pesquisador do Instituto de Avaliação de Tecnologia em Saúde (IATS), foi convidado pelo Ministério da Saúde para representar o Brasil na conferência em Melbourne.

De acordo com Kuchenbecker, que também chefia o serviço de emergência do Hospital de Clínicas, "não faltou medicação no Brasil nos últimos anos. O problema é que os infectados têm chegado muito tarde ao serviço de saúde".

"Eu apostaria na contramão do que foi discutido em Melbourne. A cura passa por aperfeiçoar o tratamento, mas estratégias de prevenção ainda são mais importantes. Apostam muito em uma estratégia biomédica, medicamentosa, e sem dúvida a eficácia disso é enorme, mas precisamos criar uma maneira de chegar a uma população mais ampla, que o serviço de saúde dificilmente atinge, argumenta".

Eduardo Sprinz concorda com o diagnóstico, defendendo que "o fato número um deve ser todas as pessoas terem acesso à medicação já existente". Se tu consegues ter em cada esquina uma Coca-Cola, "há como montar uma estrutura para distribuir medicação também", sugere.

Ao comentar a meta política "mobilizadora" de Melbourne, Kuchenbecker salienta que, pela primeira vez, "é possível prever o controle de uma epidemia tão grande". Houve momentos em que erradicamos doenças, mas em termos de pessoas atingidas e mortalidade absolutamente menores. "Falamos hoje de uma doença que compreende 36 milhões de pessoas. Seria inédito", conclui.

"Vírus em queda"

O HIV cria cópias de si mesmo ao inserir o seu código genético nas células humanas. As células infectadas replicam o HIV e morrem em seguida, "processo que é interrompido pelos antirretrovirais, que controlam o vírus ao reduzi-lo a concentrações mínimas no sangue". Esse último depósito do HIV "permanece adormecido em células que podem ficar anos a fio sem produzir cópias novas do vírus".

"Como os tratamentos atuais não conseguem remover o material genético do HIV dessas células dormentes, os pacientes não podem parar de tomar diariamente o coquetel, porque sem ele nada garante que a doença não vá acordar e se restabelecer no organismo".

As células mais atacadas pelo HIV são linfócitos que lideram a resposta do corpo contra bactérias e vírus, "daí que a aids seja a aquisição de uma síndrome de imunodeficiência, perigosa por deixar o corpo suscetível a infecções oportunistas como a pneumonia e a tuberculose". A recomendação é de que se use no mínimo três medicamentos antirretrovirais, "pois o HIV se adapta às pressões das drogas no organismo e passa a produzir cópias com mutações resistentes ao tratamento, que começam a se reproduzir normalmente". O Brasil foi o primeiro país em desenvolvimento e o terceiro no mundo a distribuir esses medicamentos gratuitamente a todos os pacientes diagnosticados. A Unaids estima em cerca de 730 mil o número de brasileiros soropositivos.

Fontes:
Zero Hora (Planeta Ciência)
Agência de Notícias da Aids

"WRS FOI INFLUENCIADO POR 'SINTOMAS, OUVI DIZER, AUTO DIAGNÓSTICO' E ACHOU QUE TINHA SIDO CONTAMINADO PELO HIV. MAS ISSO NUNCA ACONTECEU"

Você sabe o que significa somatização? Talvez nem esteja interessado(a) em saber. Mas eu sugiro que você dê uma lida nessa postagem Clicando aqui, que dá uma idéia do seu significado e também leia atentamente o depoimento do leitor do Blog, WRS, que conta os momentos difíceis que passou "por achar que tinha contraído HIV baseado em sintomas, nos doutores fakes e claro, no tal do ouvi dizer". Acredito que este depoimento vai mostrar mais uma vez à você, que existe "somente uma única maneira" de saber se houve ou não a contaminação pelo vírus: "Realizando o teste específico de HIV com prescrição, orientação, acompanhamento e análise MÉDICA". Da mesma forma este procedimento deve ser seguido em relação as outras DST (doenças sexualmente transmissíveis). Leia abaixo o depoimento de WRS na íntegra. 


Olá Alexandre gostaria inicialmente de lhe parabenizar pela iniciativa em disponibilizar esse blog com vasta informação sobre um tema tão polêmico e complexo que é o HIV. Gostaria também de deixar "um relato pessoal sobre somatização e confusão mental de sintomas do HIV".

Nos últimos 12 meses tive relações sexuais desprotegidas, entretanto, sem penetração de fato. "Houve apenas beijos, sexo oral entre ambas as partes e outros contatos de superfície". Após seis meses tive alguns sintomas estranhos no meu pênis, como queimação, dor e coceira. "Depois de dois meses sentindo esses desconfortos procurei um urologista que detectou uma candidíase a qual foi tratada durante um mês".

Posteriormente a esse tratamento tive ainda alguns desconfortos genitais e outros sintomas estranhos como manchas na pele (pareciam espinhas no braço e tórax) dores articulares e consequentemente "Iniciei uma busca pela internet sobre cândida persistente e me deparei com os sintomas do HIV".

Nesse momento fiquei muito preocupado e "resgatei vários sintomas que havia tido nos últimos meses como, por exemplo, herpes labial (já tenho faz 4 anos), aftas na boca, gripe, dores articulares, diarreia, entre outros". Meu estado emocional ficou muito abalado devido "a somatização de tantos sintomas", e uma possível infecção que não sabia relatar de onde teria vindo.

"Iniciei uma busca mais profunda na internet sobre o HIV e a cada dia encontrava mais informações e consequentemente apresentava manifestações corporais estranhas semelhantes ao que eu havia encontrado e isso me deixava angustiado, desnorteado, resultando em noites mal dormidas, suores noturnos, perda de apetite e peso corporal. Desnorteado com tanta informação desconectada e auto-diagnóstico impreciso, resolvi ter coragem e consultar uma médico para fazer os testes de HIV, HEPATITES, PSA e VDRL".

Na espera pelo resultado dos exames tive muitas inquietações como "dor de cabeça forte, congestão nasal, manchas vermelhas pela pele que desapareciam em um dia, além de dores musculares e depressão". Enfim, após alguns dias entrei no site do laboratório por curiosidade e os resultados estavam disponíveis, antes da dada prevista, e me deparei em uma situação inexplicável entre medo, angústia e esperança que ao final da leitura dos exames me deixou leve "com todos os resultados negativos".

Dessa forma estou escrevendo esse depoimento para que as pessoas "busquem ajuda médica para realizar os exames com coragem e não somatizem por meio de informações desconectadas, um possível diagnóstico de HIV pelo achismo de textos disponíveis na internet que não são de bases confiáveis nem tão pouco científicas".

Portanto, meu caro leitor VIVA! Pois passar por uma situação de risco e uma dúvida cruel sem diagnóstico concreto, pode te levar a uma angústia profunda fazendo com que você perca seu tempo e seu prazer em viver, "baseado em apenas fatos relatados por bases desconhecidas".

Gostaria ainda de salientar "sobre a importância do uso do preservativo", e por mais repetitivo e chato que seja, pense que: USAR CAMISINHA É USAR SUA MENTE COM SABEDORIA. "Previna-se, cuide de você, nada é mais importante que sua vida, seu bem estar e sua tranquilidade emocional de que você está fazendo sua parte para o mundo e para você mesmo".

Um grande abraço a todos e à você Alexandre. E obrigado por disponibilizar esse espaço para esse tipo informação.

POR: WRS

"EMPRESA AÉREA CHINESA PROCESSADA POR DISCRIMINAR PASSAGEIROS PORTADORES DE HIV"











"Funcionários da Spring Airlines, companhia aérea de baixo custo, se negaram embarcar dois passageiros no avião, assim como a um amigo que os acompanhava".

Dois passageiros soropositivos e um de seus amigos apresentaram uma queixa por discriminação contra a companhia aérea chinesa Spring Airlines por tê-los impedido de embarcar num voo, informou nesta sexta-feira (15/08/2014) a imprensa local.

No momento do registro para o voo que ia de Shenyang (nordeste) a Shijiazhuang (ao sul de Pequim), "os dois passageiros soropositivos informaram sobre sua condição", relata o jornal Global Times. Em resposta, os funcionários da companhia aérea de baixo custo "se negaram a deixá-los embarcar no avião, assim como a um amigo que os acompanhava".

"Os três passageiros apresentaram uma ação contra a empresa por discriminação, e exigem desculpas públicas, assim como uma indenização por perdas e danos no valor de 48.999 iuanes (5.950 euros, 7.962 dólares)".

Um tribunal de Shenyang aceitou examinar o caso, acrescentou o jornal. Esta é, segundo a publicação, a primeira vez que a justiça chinesa examina uma demanda por supostas discriminações contra soropositivos. "Segundo a lei chinesa sobre transporte aéreo, as empresas têm o direito de se negar a embarcar pessoas com doenças contagiosas ou que representam um perigo para os outros passageiros".

"Mas a Spring Airlines não tinha o direito de impedir que as três pessoas em questão pegassem seu voo, já que nenhum elemento sugere que representavam um risco de contágio, argumentou Liu Wei, advogado dos demandantes".

Entrevistado na terça-feira por um meio de comunicação chinês, o presidente da empresa, Wang Zhenghua, negou qualquer política de discriminação e culpou funcionários locais "nervosos" pelo incidente. No entanto, também criticou publicamente os dois soropositivos envolvidos por terem "declarado tão abertamente desta maneira" sua condição, o que poderia ter criado pânico entre os passageiros.