APESAR DOS ESFORÇOS DE TODOS OS ENVOLVIDOS NA LUTA CONTRA O HIV NOS ÚLTIMOS 30 ANOS, HÁ MUITO A SER FEITO AINDA!


A cerimônia de encerramento da 20ª Conferência Internacional de Aids, na sexta-feira (25/07/2014) foi marcada pelo reconhecimento de que:

"Apesar dos esforços de todos os envolvidos na luta contra o HIV nos últimos 30 anos, há muito a ser feito ainda".

A marca desse evento, realizado em Melborne, na Austrália, foi a atenção voltada para a doença entre as populações mais afetadas. Tanto que a Declaração de Melbourne, documento que registra o compromisso dos participantes na luta contra a aids, tem como tema Ninguém deixado para trás. Na plenária final, representantes de jovens, homossexuais e usuários de drogas fizeram discursos emocionantes.

"O entendimento de que a recente onda de leis que criminalizam pessoas vivendo com o vírus, usuários de drogas injetáveis (UDI), profissionais do sexo e homens que fazem sexo com homens (HSH) é barreira para o controle da doença foi outro marco". 

"Essas leis, além de representarem uma violação dos direitos humanos, ameaçam a resposta contra a aids", afirmou Chris Beyrer, novo presidente da Sociedade Internacional de Aids (IAS). "Segundo Beyrer, apenas 4% dos UDI e 14% dos HSH que vivem com HIV têm acesso aos antirretrovirais". Nós precisamos mudar isso!

"Até a próxima conferência, em Durban (África do Sul), temos de progredir muito e garantir o tratamento e a prevenção entre as populações-chave, disse ele". 

Em seu discurso, Beyer assumiu ser homossexual e disse que, pela primeira vez, a entidade tinha um diretor gay. Amplamente aplaudido pelos participantes, "o novo diretor da IAS garantiu que sua gestão está focada na defesa dos direitos humanos e na ampliação do acesso a medicamentos e serviços de saúde aos gays, UDIs, transexuais e adolescentes".

Françoise Barré- Sinoussi, antecessora de Chris Beyrer, comemorou a ampliação do acesso aos antirretrovirais, "que atualmente está disponível para 14 milhões de pessoas". Se nos mantivermos nesse caminho, vamos atingir o objetivo do Programa Conjunto das Nações Unidas Sobre Aids (Unaids), de atingir 15 milhões até 2015. Ela, que é Prêmio Nobel de 2008, lembrou ainda a época, no final do século 20 e inicio do 21, em que os céticos afirmavam que o acesso universal aos antirretrovirais era apenas um sonho.

Sharon Lewin, presidente local da 20¬º Conferência Internacional de Aids, destacou a importância de adaptar a resposta à epidemia aos contextos locais. "Precisamos reconhecer que não há uma fórmula única para deter a doença, é preciso dar respostas diferentes aos diferentes grupos", advertiu a pesquisadora australiana.

A próxima Conferência Internacional de Aids será realizada em 2016 em Durban, na África do Sul. Vai ser a segunda vez que esta cidade sul-africana recebe esse evento. Na primeira, em 2000, quando foi realizada a 13ª conferência, o país ainda discutia se o HIV transmitia ou não a aids e não existia acesso aos antirretrovirais. Hoje, 14 anos depois, a realidade do continente africano é outra. "Cerca de 9 milhões, o que representa cerca de 56% dos soropositivos na África sub-saariana, recebem tratamento. Sabemos que os antirretrovirais, além de garantirem a vida de quem tem a doença, diminui a transmissão do vírus. Com isso, a região conseguiu diminuir em 25% as novas doenças na última década e teve uma redução de 32% na taxa de mortalidade", comemorou Olive Shisana, médica sul-africana e diretora local da 21ª Conferência Internacional de Aids.

Apesar dos avanços, a região ainda tem muito trabalho pela frente, tanto no campo do tratamento quanto no da prevenção do HIV, como a ampliação dos direitos humanos das populações-chave. As leis que criminalizam os portadores do HIV e os homossexuais estão presentes em 35 países do continente. "Espero que a conferência ajude os políticos e legisladores a rever essa leis, pois só assim poderemos controlar a epidemia na região", afirmou Shisana.

Violet Banda, representante do movimento de jovens vivendo com aids, nasceu com HIV em Malawi.

"Experimentei o estigma por toda a minha vida e não desejo isso para ninguém. A discriminação e a vergonha de quem vive com aids precisam acabar. Essa conferência é um marco na minha vida, declarou Violet".

Ela disse que ficou claro no evento "que a ciência sozinha não vai conseguir eliminar a doença". Precisamos envolver a comunidade, principalmente os grupos mais afetados, nessa luta para acabar com o estigma e melhorar o acesso à prevenção e ao tratamento.

John Manwarin, representante da comunidade gay soropositiva da Austrália, lembrou de um dos slogans do movimento que diz que o silêncio é igual a morte. "Nós somos muito mais fortes do que imaginamos. Neste exato momento, existe o poder da mudança no mundo", afirmou Manwarin.

"Quando aqueles que vivem com HIV assumirem a soropositividade e compartilharem suas histórias, nós vamos repelir o medo, o estigma e o ódio. Não tenha medo, seja você mesmo, se orgulhe. Compartilhe a sua história. Esse é o nosso momento. Juntos, nós vamos acabar com a aids". 

Eliot Ross Albers, representante dos usuários de drogas, falou sobre os efeitos nefastos da política antidroga, que criminaliza os usuários de droga no mundo todo. "A guerra contra as drogas tem impulsionado abusos desenfreados de direitos humanos contra as pessoas que usam drogas, além de impactar negativamente na políticas de saúde e aumentar as novas infeções de HIV".

Por: Marina Pecoraro, de Melbourne, Austrália

A Agência de Notícias da Aids cobriu a Conferência na Austrália com o apoio do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais e do Programa Municipal de DST/Aids de São Paulo.

Fonte/Link:

"CONFERÊNCIA AIDS/2014 JOGA UMA LUZ NO CENÁRIO DA JUVENILIZAÇÃO DO HIV"


 Por: Diego Callisto
(Integrante da Rede Nacional de Adolescentes e Jovens Vivendo com HIV/Aids, do Fórum Consultivo de Juventude do Unaids e do Pacto Global para o Pós-2015)

A 20ª Conferência Internacional de Aids de 2014 foi marcada por muita interlocução e diálogo entre ativistas, pesquisadores, profissionais e pessoas que trabalham com questões relacionadas ao enfrentamento da aids, à luta contra o preconceito e o estigma que as pessoas que vivem com HIV vivem. O Brasil foi pioneiro na resposta à aids e, recentemente, tem notado um aumento nas infecções entre homens gays jovens e outros homens que fazem sexo com homens (HSH), "principalmente entre o público jovem de 15 a 24 anos".

Este dado da aids remete a algo que eu, "como jovem, já percebia desde 2012". Estamos enfrentamento um cenário de "juvenilização da doença". Acredito que é preciso uma ação conjunta dos governos em todos os níveis, da sociedade civil e das agências da ONU no sentido de buscarem novos caminhos para obter informações e estratégias em relação ao tratamento "a fim de salvar a vida de uma nova geração que não se percebe em maior risco de se infectar.

A Conferência Internacional de Aids serviu de molde para entendermos melhor algumas questões relacionadas à prevalência do HIV no público jovem, a formas e estratégias de produzir campanhas de conscientização focadas em prevenção para a juventude. "Principalmente, o evento botou uma luz nas tecnologias de informação, mostrando como utilizá-las em comunicação para acessar e alcançar a juventude".

Tive a oportunidade de participar de paineis ricos de informações relacionadas a esse tema. Soube que já há aplicativos e games para redes sociais e smartphones voltados para trabalhar prevenção e conscientização. Essas ferramentas tratam de saúde sexual e reprodutiva, por exemplo, "dentro de uma perspectiva de educação associada ao público jovem, com a linguagem deles".

Com relação à assistência a adolescentes e jovens que já vivem com HIV, "o mais importante foi o retorno da agenda global para questões voltadas para a aids pediátrica e para adolescentes e jovens, no sentido de fornecer atenção e o aporte necessário para garantir que essas pessoas vivam com mais qualidade". Senso público mais afetado ou não, é um recorte da população que merece cuidado e isso ficou bem nítido nos paineis e plenárias dessa conferência.

Portanto, acredito que o momento pós retorno da conferência será de alinhavar ações e retomar diálogos voltados para a juventude em parceria com os governos e agências visando fortalecer a participação social desse grupo dentro das ações públicas. E de buscar a perspectiva da juventude vivendo com HIV para construir estratégias de enfrentamento à juvenilização da aids no Brasil. "Para isso, podem servir de inspiração as boas práticas e os bons exemplos de outros países apresentados em Melbourne".

No mais, "não houve em Melbourne grandes anúncios e nenhum estudo inovador que nos permita conter a aids mas, sem sombra de dúvida, todas as pessoas que saíram dessa conferência, assim como eu, saem renovadas, cheias de esperanças e acreditando que estamos no caminho para encontrar a resposta que todos os participantes, sem exceção, buscam: a cura da aids".

Fonte: Agência de Notícias da Aids

"MUNDO PRECISA PRIORIZAR COM URGÊNCIA O DIAGNÓSTICO PRECOCE E O TRATAMENTO DE CRIANÇAS COM HIV/AIDS"

Por: Janice Lee
(Program Manager of DNDi's Paediatric HIV Programme)
Dr. Marc Lallemant
 (Head of DNDi's Paediatric HIV Programme)

Estudo recente publicado no 'The Lancet' mostrou que, embora a mortalidade infantil global (em crianças com menos de 5 anos de idade) tenha diminuído desde 1990, as mortes em consequência do HIV/AIDS tem aumentado nessa faixa etária. Este fato alarmante destaca a persistente negligência com as crianças que vivem com HIV/AIDS e desmente os progressos realizados ao longo da última década, em relação ao maior acesso à terapia anti-retroviral. Estima-se que 3,3 milhões de crianças vivem atualmente com o HIV/AIDS, mas apenas cerca de um terço que necessitam de tratamento têm acesso ao mesmo, em comparação com mais de metade dos adultos.

"Sem tratamento, mais de metade das crianças soropositivas morrerão antes de completar 2, e 80% morrem antes dos 5 anos de idade. O diagnóstico precoce e tratamento de bebês/crianças com HIV/AIDS é, portanto, uma prioridade urgente de saúde pública. Ainda estamos falhando coletivamente nesta área".

Já passou da hora da comunidade internacional liderada pelo UNAIDS definir uma ambiciosa e viável meta para que um aumento significativo de crianças soropositivas possam ter acesso ao tratamento. Os países com as maiores cargas de HIV PEDIÁTRICO, principalmente na África sub-saariana, devem tomar a iniciativa de ampliar a cobertura do tratamento para suas crianças. Para alcançar uma meta de tratamento global, o desenvolvimento de novas e melhoradas ferramentas de saúde é uma necessidade urgente.

Muitos bebês que nascem com HIV não estão sendo diagnosticados e tratados por várias razões, incluindo o acesso limitado aos testes de HIV para mulheres grávidas e a incapacidade de manter as mães HIV-positivas e bebês no pré-natal, pós-parto e cuidados com o HIV. Além disso, os testes rápidos atuais não detectam o HIV em bebês e crianças muito jovens, e os requisitos de laboratórios sofisticados para o diagnóstico infantil precoce limitam a disponibilidade de testes no início de contextos de recursos limitados.

Precisamos urgentemente de um teste simples para podermos rapidamente diagnosticar HIV em centros de cuidados primários de saúde a nível das aldeias. A comunidade pode desempenhar um papel importante na construção de um sistema de apoio para as famílias afetadas pela AIDS e em chegar a mais crianças em risco de HIV. Mesmo que o diagnóstico infantil precoce seja alcançado, a falta de medicamentos adequados para as crianças é um grande obstáculo para a intensificação do tratamento.

As formulações antirretrovirais atualmente disponíveis para lactentes e crianças jovens, têm gosto horrível, contêm álcool, são difíceis de armazenar e transportar, necessitam de refrigeração, têm requisitos de dosagem complexos, e têm interações indesejáveis ​​com medicamentos contra a tuberculose. Além disso, essas formulações não atendem as novas diretrizes da OMS, que recomenda a utilização de esquemas/combinações de antirretrovirais de primeira linha para todas as crianças menores de 3 anos de idade.

Para preencher esta lacuna, a iniciativa Medicamentos para Doenças Negligenciadas (DNDi) em parceria com a Cipla estão desenvolvendo dois antirretrovirais '4-em-1' de dose fixa (LPV/r/AZT/3TC e LPV/r/ABC/3TC) projetados especificamente para crianças menores de 3 anos de idade. Para neutralizar a interação com medicamentos contra a tuberculose, uma formulação de ritonavir também está em desenvolvimento.

"Sem voz política e sem visibilidade, as crianças com HIV/AIDS continuam a ser negligenciadas. Coletivamente, devemos falar e agir por elas para disponibilizar novas tecnologias, efetuarmos melhorias significativas nos serviços de saúde e trabalharmos em conjunto para fechar esta lacuna no tratamento com urgência. Não podem mais haver desculpas para continuarmos deixando essas crianças esquecidas na luta global contra o HIV/AIDS".

"UNAIDS DEBATE NECESSIDADES DAS PESSOAS VIVENDO COM HIV/AIDS HÁ MAIS DE 20 ANOS"


Com a epidemia de Aids entrando em sua quarta década e dada a maior disponibilidade do tratamento, “há agora um maior número de pessoas que vive com o HIV/Aids por 20 anos ou mais”. Algumas nasceram com o vírus e estão chegando à vida adulta, enquanto outras são membros da população envelhecendo com o HIV/Aids.

De acordo com o que foi discutido em um painel, na terça-feira, 22/07/2014, na 20ª Conferência Internacional de Aids que está sendo realizada em Melbourne/Austrália, “muito mais precisa ser feito para incluir as necessidades e preocupações de ambos os grupos em uma resposta à Aids que seja inclusiva”. O evento “Diálogos Positivos 20+” , organizado pelo Unaids, focou nas vidas e experiências daqueles que tem vivido com o HIV/Aids por décadas e debatido as questões emergentes.

Stephen Watiti, um médico de 60 anos de Uganda e que vive com o vírus por mais de 25 anos, é um dos 3,6 milhões de soropositivos com mais de 50 anos. Ele falou sobre suas preocupações a respeito da doença conforme vai envelhecendo, como: “os efeitos colaterais a longo prazo por estar em tratamento por 20, 30 ou 40 anos e de como lidar com as doenças não transmissíveis, como o diabetes, que também pode atingir pessoas vivendo com o HIV/Aids à medida que envelhecem”.

Lwendo Mbulo, uma ativista da Zâmbia de 23 anos que nasceu com o HIV e hoje é mãe de uma criança soronegativa, foi bem-sucedida no acesso aos serviços de prevenção da transmissão vertical do HIV, incluindo os serviços de planejamento familiar. “Ela também apoiou intervenções abrangentes de saúde reprodutiva para jovens e o aumento da proteção social focada em crianças nascidas em famílias afetadas pelo HIV”.

Um homem homossexual de 70 anos, John Rock, “enfatizou como o seu local de nascimento pode ser um fator determinante para o acesso aos serviços de HIV/Aids”.

Os participantes concordaram que “era hora de se adaptar a uma mudança de perfil de uma epidemia de Aids cada vez mais complexa”. Foi discutido que em uma abordagem de um ciclo de vida as pessoas podem ser alcançadas com um espectro de prevenção do HIV, tratamento, cuidado e serviços de apoio por todas suas vidas.

Suzette Moses-Burton, Diretora Executiva da Rede Global de Pessoas Vivendo com o HIV, disse: “Enquanto pessoas com poder político, como nós continuamos garantindo que todas as pessoas vivendo com HIV/Aids possam continuar a ter uma boa qualidade de vida? Nós não fizemos exatamente um bom trabalho em lidar com o aspecto não biológico das pessoas vivendo com HIV/Aids, como a depressão, a vida sexual, emprego, etc”.

Lwendo Mbulo, ativista, da Rede Zambiana de Pessoas vivendo com HIV/Aids, disse: “Quando eu descobri que era HIV positiva meus sonhos foram destruídos. Eu mal sabia que sendo soropositiva eu poderia falar pelos jovens como uma voz deles”.

John Rock, ativista e membro da Rede Asia-Pacífico de Pessoas Vivendo com HIV, disse: “Eu estou vivo hoje, 30 anos desde que contraí HIV, majoritariamente por causa do ótimo tratamento que eu tenho aqui na Austrália. Eu acredito que todo mundo, independente de onde mora, deveria poder ter acesso a um tratamento de qualidade”.

Deborah Birx, Coordenadora dos Estados Unidos do Global Aids, disse: “O que sempre tem me atraído em trabalhar com essa doença e encontrar a cura, é o poder e a inspiração das pessoas vivendo com HIV/Aids. Suas vozes têm nos empurrado, nos dito o que não estava funcionando e que vocês mais precisam”.

Mbulawa Mugabe, UNAIDS, disse: “Hoje, bebês continuam nascendo com o HIV, e a nossa esperança é que eles continuem vivendo por muito anos. Conforme eles ficam mais velhos, suas necessidades vão aumentando e queremos assegurar que nós estamos aqui para dar o suporte necessário em cada etapa desse caminho”.

Fontes:
Unaids
Agência de Notícias da Aids 

"AUTORIDADES AUSTRALIANAS APROVAM CAMISINHA QUE PROMETE COMBATER HIV, HPV E HERPES"


"Autoridades da Austrália aprovaram um preservativo desenvolvido no país que incorpora uma substância que desativa quase em sua totalidade o HIV e outros vírus sexualmente transmissíveis".

A empresa de biotecnologia Starpharma desenvolveu um composto antiviral chamado VivaGel ®, que segundo os testes de laboratório pode ajudar a reduzir o risco de gravidez e reduzir o risco de transmissão do HIV e outras DST. Conforme a empresa, os estudos com o VivaGel ® em laboratório mostraram que o composto "é capaz de  inativar em até 99,9% , o HIV (vírus da imunodeficiência humana), HSV (vírus do herpes simplex) e HPV (papilomavírus humano)".

A substância antiviral foi incorporada nos lubrificantes de preservativos produzidos pela Ansell, que já receberam um certificado de conformidade da Administração de Bens Terapêuticos. A diretora-executiva da Starpharma, Jackie Fairley, disse que o sinal verde do organismo regulador australiano é um passo prévio a sua comercialização, que deve ser concretizada em poucos meses.

Ao explicar seu novo produto, Fairley destacou que o VivaGel ® tem propriedades antibacterianas e antivirais e desativa o HIV ao reduzir o número de partículas virais. "Há uma maior probabilidade de contrair a infecção se você está exposto a uma maior quantidade de partículas virais", explicou Fairley, que insistiu que, apesar de os preservativos serem a melhor proteção contra as infecções sexualmente transmissíveis, estes não são 100% efetivos.