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domingo, 22 de novembro de 2009

"O IMPACTO DO HIV/AIDS NA SAÚDE MENTAL"

Os transtornos psiquiátricos como depressão, abuso e dependência de álcool, drogas e tabaco entre outros, são mais freqüentes nas “PESSOAS VIVENDO COM HIV/AIDS (PVHAs)”, comparadas à população em geral.
Muitas vezes, os portadores de HIV já apresentavam algum tipo de alteração patológica prévia à infecção, como transtorno de humor, esquizofrenia ou abuso/ dependência de álcool ou outras drogas. Estas condições potencializam a vulnerabilidade à exposição ao vírus. Por outro lado, a descoberta do diagnóstico pode ter forte impacto psicológico e, eventualmente, desencadear recidivas ou mesmo surgimento de transtornos mentais, conforme propensão anterior do paciente.
O diagnóstico pode levar o paciente a vivenciar o medo da morte e outros temores, que podem levar ao isolamento social e à depressão. Estas alterações na esfera mental podem ter repercussões significativas na evolução da doença de modos diversos.
Os sintomas mais comuns são a tristeza reativa ou mesmo franca depressão, no sentido psiquiátrico do termo, o que compromete os recursos do indivíduo frente aos desafios da vida e de como a pessoa organiza sua rede social de apoio.
“Não é saudável viver com o diagnóstico solitariamente”, diz Ricardo Martins, psicólogo e coordenador de saúde mental do Centro de Referência e Treinamento DST/Aids-SP.
Segundo o psiquiatra do Centro de Referência e Treinamento em DST/ Aids de São Paulo (CRT DST/Aids), Luis Pereira Justo, há três tipos de ocorrências psiquiátricas em PVHA: Distúrbios de ordem predominantemente cognitivos, transtornos de humor e comorbidade com dependência de álcool e drogas.
Justo explica que, até o advento dos ARVs, era comum o surgimento de demência em PVHA, provavelmente devido a prejuízos produzidos pelo HIV no sistema nervoso central. Com os ARVs, houve queda na taxa de demência. Atualmente, observa-se mais transtornos neurocognitivos menores, como a perda de memória, do que no início da epidemia.
Há pesquisadores que apontam para o fato de que a maior longevidade dessas pessoas poderia aumentar suas chances em adquirir doenças neurodegenerativas, como a doença de Alzheimer. “Resultados preliminares de outros estudos demonstram a presença de alterações anátomo-funcionais, possivelmente relacionadas com a ocorrência de Alzheimer em pessoas mais jovens, mas que conviviam há vários anos com o HIV ou AIDS.
O fato levantou a hipótese de que as PVHA poderiam ter mais propensão a desenvolver essa doença, não exatamente devido à idade,mas ao tempo de evolução da doença, explica o psiquiatra.
Estão em discussão duas possibilidades potenciais na prevenção de doenças neurodegenerativas emPVHA: A utilização de mais categorias de antiretrovirais, para garantir que o medicamento chegue ao sistema nervoso central; e a redução dos fatores de risco, como o controle da hipertensão arterial, a diminuição das taxas de colesterol e glicose, entre outras comorbidades.
Justo destaca que estudos em animais apontam que alguns estabilizadores de humor apresentam efeito benéfico na proteção do tecido cerebral, podendo indicar condutas nas quais o uso combinado de ARV e estabilizadores de humor seria uma alternativa para prevenir as doenças neurocognitivas. Mas há ainda que se fazer estudos, com métodos adequados, antes de chegar a um parecer mais definitivo.
Sobre a prevenção do HIV/AIDS com essa população, o psiquiatra explica que pessoas com transtornos mentais são mais vulneráveis à infecção pelo HIV. O médico precisaria ter um cuidado maior no que se refere à orientação a pacientes e familiares.
“Os transtornos mentais também representam grandes ameaças à adesão. Os infectologistas devem estar atentos à existência de distúrbios psiquiátricos em seus pacientes, uma vez que estes produzem impacto na adesão. É importante ainda detectar o consumo de álcool e outras drogas, para sensibilizá-los a abandonar seu uso ou propor medidas de redução de danos”, diz Justo.
Normalmente, estas demandas são acolhidas pelas equipes multidisciplinares dos Serviços de Assistência Especializada (SAE) em HIV/AIDS, quando contam com profissionais de saúde mental. Diante da ausência destes, os casos de transtornos mais graves devem ser encaminhados para o Centro de Atenção Psicossocial (CAPS).
O Departamento de DST/AIDS do Ministério da Saúde investiu no treinamento das equipes dos CAPS, para a construção de uma rede de referência no serviço de HIV/AIDS de estados e municípios. Além disso, investiu também na atenção às pessoas que vivem com HIV/AIDS que usam álcool e outras drogas, incorporando a estratégia de Redução de Danos no SAE.
Luis Justo observa ainda certo receio de colegas não familiarizados com portadores de HIV/AIDS
no manejo psiquiátrico desta população, em função de interações medicamentosas.
“Essa articulação precisa ser fortalecida, pois é necessário não perder oportunidades de tratar estas pessoas com eficiência”, conclui Justo.
Segundo André Malbergier, professor e médico do Departamento de Psiquiatria da Faculdade de Medicinada Universidade de São Paulo, os clínicos, em várias pesquisas, mostraram-se pouco habilitados a detectar transtornos psiquiátricos em pacientes com e sem HIV.
“Eles precisariam ser mais treinados para tal tarefa, já que não há psiquiatras suficientes para avaliar e tratar todos os pacientes que necessitam”, explica.
Para Ricardo Martins, a procura por um psicólogo não pode ser produto apenas do olhar do infectologista. O próprio paciente deve perceber, e os caminhos devem estar abertos nas instituições.
“Os serviços devem oferecer mecanismos em que a pessoa possa refletir sobre sua condição psíquica. Precisamos sair dos modelos de clínica tradicionais, afirma. As intervenções podem ser individuais (consultas) ou em grupo (discussão em sala de espera, grupo sobre sexualidade, adesão e arte-terapia)”.

FONTE :  http://www.saberviver.org.br/

sábado, 21 de novembro de 2009

“HIV/AIDS E A TERCEIRA IDADE”


Idosos representam a maioria da população em busca por teste gratuito anti-HIV, em programa desenvolvido pelo Governo do Estado, também presente em Marília.
Motivados pela nova liberação sexual proporcionada pela pílula azul, a terceira idade mantém viva e presente a atividade sexual e, a cerca de 5 anos, forma o novo público alvo das campanhas de prevenção ao HIV/AIDS.
Segundo a coordenação do programa DST-Aids em Marília, a participação de pessoas acima de 50 anos nos diagnósticos do HIV tem andado na contramão de todos os outros indicadores, que vem baixando.
“Em 2004, idosos representavam 7% de todos os casos diagnosticados. Em 2007, eles passaram a representar 15%, ou seja, mais do que o dobro”.
Isso comprova que o uso da camisinha até então restrito aos jovens também se torna um problema aos idosos e prova que a falta de prevenção não está relacionada a uma faixa etária considerada inconseqüente.
“A falta de cuidado extrapola os limites de idade quando nos referimos ao sexo”.
Com a possibilidade de manter a vida sexual ativa, muitas pessoas acima dos 60 anos, separados, viúvos, ou não, deslumbraram a oportunidade de voltar a sentir prazer e, de certa forma, reviver os momentos da juventude, até então empoeirados na memória.
Ocorre então um choque entre gerações. De um lado os que talvez nunca tenham usado camisinha, de outro os que nasceram pressionados pela mídia e sociedade a nunca sair de casa sem um preservativo no bolso.
“Mudar a mentalidade e reeducar conceitos nunca foi tarefa fácil. Por isso quando se fala em Aids e terceira idade é preciso ainda mais cuidado”.

FONTE : http://www.diariodemarilia.com.br/

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

“CONFERÊNCIA EUROPÉIA SOBRE HIV/AIDS(VIH/SIDA)”

Mais de 4000 delegados reuniram-se em Colônia (11/11/09) para conhecer os desenvolvimentos mais recentes da epidemia do VIH/HIV no continente europeu.
O tratamento atual para a infecção pelo VIH/HIV é altamente eficaz e os médicos estão cada vez mais confiantes que os doentes na Europa tenham a oportunidade de ter uma esperança de vida quase normal.
A Professora Barre-Sinoussi, no entanto, disse à imprensa que um dos principais objetivos da investigação básica sobre o VIH/HIV é de encontrar novos alvos para os medicamentos anti-retrovirais e até modos de erradicar o VIH/HIV.
Sugeriu que a investigação sobre os chamados “controladores de elite”, pessoas seropositivas(soropositivas) que permanecem livres dos sintomas da infecção e têm uma carga viral muito baixa, poderia, não apenas melhorar o tratamento para o VIH/HIV, mas também beneficiar a prevenção.
A importância de diagnósticos precoces foi clara no resumo do Prof. Rockstroh dos aspectos clínicos em evidência na conferência.
Cerca de metade de todas as infecções do VIH/HIV na Europa não estão diagnosticadas, sendo que este número chega a 79% em alguns países do Leste Europeu.
O Prof. Rockstroh afirmou que é essencial um incremento no número de testes realizados para o VIH/HIV para controlar a epidemia no continente. No entanto, as leis que criminalizam a transmissão e a exposição ao VIH/HIV, e níveis elevados de estigma em alguns países foram identificados como obstáculos que dificultam a realização do teste.
Está cada vez mais claro que o VIH/HIV pode causar as doenças do envelhecimento, tais como doenças cardíacas, dos rins e hepáticas. Um uso adequado da terapêutica anti-retroviral pode reduzir o risco de tais doenças, mas isto é apenas possível se a pessoa conhecer o seu estatuto (sua sorologia).
Também será apresentada na conferência, a investigação sobre possíveis complicações do tratamento do VIH/HIV e a importância que as equipes multidisciplinares de especialistas disponibilizarem nos cuidados de saúde aos doentes.
Cerca de 80% dos doentes diagnosticados nos países mais ricos da Europa estão utilizando os medicamentos anti-VIH/HIV, em comparação com apenas 5% dos nos países do Leste Europeu com epidemias mais graves.
Um terço dos doentes na Europa ocidental está co-infectada com o vírus da hepatite C, um número que aumenta para 70% no Leste Europeu onde o uso de drogas injetáveis está disseminando (aumentando) a epidemia. Isto significa que a doença hepática é uma causa importante de doença e morte nestas populações e que é urgente a disponibilização de novas terapêuticas para a hepatite C, apesar disso, houve pouca investigação que incluísse novos medicamentos em doentes co-infectados.
Possíveis abordagens futuras serão o tema de uma sessão especial da conferência e serão apresentadas novas linhas de orientação europeias para a infecção pelo VIH/HIV, incluindo-se o tratamento anti-retroviral, a monitorização médica e o tratamento das co-infecções hepáticas.

FONTE :  http://www.aidsmap.com/cms1038153.aspx 

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

“PROTEÍNA DO CÂNCER DESARMADA”

Dos laboratórios da prestigiada Universidade de Harvard surgiu a mais nova esperança contra o câncer. Uma droga que bloqueia a proteína Notch(1), envolvida na reprodução das células do tumor. 
Até a descoberta da SAHM1, a interrupção da atividade do fator de transcrição Notch1 era desconhecida pela ciência. Os especialistas administraram o medicamento em ratos e conseguiram desacelerar o avanço da leucemia.
Em entrevista ao Correio Braziliense, por e-mail, o biólogo químico Gregory Verdine, autor da pesquisa publicada pela revista científica Nature, no último dia 12, explica que a Notch é ativada em mais de 50% dos casos de leucemia linfoblástica aguda dos linfócitos (T-ALL, pela sigla em inglês).
“Ela regula o crescimento das células leucêmicas”, afirma.
“Mais importante ainda, quando essas células são privadas da proteína, elas cometem suicídio.”
Os tumores costumam “seqüestrar” sinalizadores de células-tronco para obter vantagens de crescimento.
“A Notch é um exemplo clássico. Nos linfócitos da leucemia linfoblástica aguda, mais da metade dos pacientes têm mutações da Notch1”, diz à reportagem James Bradner, também biólogo químico de Harvard e médico oncologista do Dana-Farber Cancer Institute. Segundo ele, a ativação da Notch está implicada em doenças como cânceres de ovário, de mama e de pulmão, blastoma medular, arteriosclerose e hipertensão arterial pulmonar.
A Notch, que acelera o crescimento celular, é formada, na verdade, por um complexo composto pelas proteínas ICN, CSL e MAML, que se une ao DNA e altera a síntese do RNA.
“Usando uma analogia, a ICN e a CSL são o barco, e a MAML é o molinete da vara de pesca, necessário para capturar a maquinaria da liberação das proteínas. O que fizemos foi criar uma molécula que previne a MAML de entrar no barco, isto é, a SAHM1 bloqueia a habilidade da MAML de se colar ao complexo CSL/ICN”, compara Verdine.
“Nós estamos extremamente excitados com os resultados contra a leucemia, e igualmente entusiasmados em considerar que esse método pode provar-se útil para pacientes com outros tipos de câncer e doenças não malignas”, conclui Bradner.

Leia a matéria completa no site abaixo, fonte desta postagem :
http://www.correiobraziliense.com.br/

“HIV/SIDA(AIDS) NA EUROPA – RELATÓRIO DA ONU”

Portugal tem uma taxa de prevalência do HIV/Sida(Aids) de 0,5 por cento na população entre os 15 e os 49 anos de idade, continuando acima da média da Europa Ocidental (0,2 por cento), revelou em 18/11 um relatório das Nações Unidas. No entanto, os valores registados em Portugal são idênticos ao conjunto dos países europeus, adianta o relatório sobre a Situação da População Mundial do Programa das Nações Unidas para a População (UNFPA) "Enfrentando um mundo em transição: mulheres, população e clima", apresentado também em 18/11 em Lisboa.
Portugal tem valores acima de países como a Áustria, Bélgica, Alemanha, todos com uma taxa de prevalência de 0,2 por cento, Polônia (0,1 por cento) e França e Itália (0,4 por cento). A nível da prevalência do uso de contraceptivos, Portugal encontra-se abaixo da média da Europa Ocidental: 67 por cento das portuguesas usam algum método e 63 por cento utilizam métodos modernos.
Na Europa Ocidental, esses valores situam-se, respectivamente, em 77 e 74 por cento, mas em todo o continente europeu as taxas aproximam-se das portuguesas, com 69 e 56 por cento, respectivamente.
O número de gravidez na adolescência continua muito superior: por cada mil adolescentes portuguesas dos 15 aos 19 anos, 17 são mães, mais dez do que a média da Europa Ocidental.
Contudo, em relação a todos os países da Europa, Portugal tem uma taxa idêntica de gravidez na adolescência. Relativamente à mortalidade infantil, Portugal tem os mesmos valores que a Europa Ocidental. Por cada mil nascimentos, morrem quatro crianças. A esperança(expectativa) de vida para a população portuguesa é de 75,7 anos para os homens e 82,2 para as mulheres, valores aproximado da Europa Ocidental: 77,7 homens e 83,4 mulheres.
O relatório adianta ainda que Portugal passará dos atuais 10,7 milhões de habitantes para os 10 milhões em 2050, o que representa uma diminuição de 6,5 por cento. Já países como Áustria, Bélgica, França, Irlanda, Espanha e Reino Unido verão, pelo contrário, a sua população crescer ao longo dos próximos 40 anos. Mas a tendência global da Europa Ocidental aponta para um decréscimo do número de habitantes, passando dos atuais 188,2 milhões para 184,9 milhões.
O relatório sublinha que “o planeamento familiar, os serviços de saúde reprodutiva e as relações de gênero podem influenciar o rumo futuro das alterações climáticas e afetar a forma como a humanidade se adapta à subida dos níveis do mar, ao agravamento das tempestades e às secas intensas.
“Os acordos e as políticas nacionais em matéria de alterações climáticas têm mais probabilidade de ser bem sucedidos a longo prazo, se tiverem em conta a dinâmica populacional, as relações de gênero, o bem-estar das mulheres e o acesso das mesmas a serviços e oportunidades”, conclui o relatório da ONU.

FONTE : http://www.publico.clix.pt/