"PACIENTE GANHA NA JUSTIÇA O DIREITO DE RECEBER MEDICAMENTOS, QUE AINDA NÃO ESTÃO LIBERADOS NO BRASIL, PARA TRATAMENTO DA HEPATITE C"


Por: Sandro Thadeu
(Jornal A Tribuna de Santos)

"O advogado Benedito Alves Ribeiro, graças a uma decisão da Justiça, está recendo os medicamentos Sofosbuvir e Simeprevir para tratamento da Hepatite C. Os dois remédios ainda não estão liberados no Brasil, mas, com a vitória judicial, Benedito passou a recebê-los do convênio médico e já teve melhora na saúde".

Diagnosticado com uma hepatopatia crônica e cirrose, "que poderia evoluir e exigir um transplante de fígado", o advogado Benedito Alves Ribeiro, de 35 anos, resolveu  entrar na Justiça contra o plano de saúde para obter a compra de novos remédios para o tratamento da Hepatite C.

Em dezembro, Benedito entrou com uma ação judicial com pedido de "tutela antecipada (decisão provisória, que tem efeito imediato antes do julgamento do processo)" contra a Federação das Unimeds do Estado de São Paulo (Fesp) para conseguir os medicamentos Sofosbuvir e Simeprevir. No dia 18 do mesmo mês, o juiz da 3ª Vara de Ubatuba/SP acatou o pedido para que o convênio forneça três caixas de cada um dos remédios, sob pena de multa diária de R$ 1 mil. Eles foram comprados por R$ 348 mil.

Ao lado do Daclatasvir, o único que tem aval da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o Sofosbuvir e o Simeprevir são hoje os mais modernos medicamentos no combate à Hepatite C. "Além de não apresentarem efeitos colaterais, ampliaram muito as chances de cura, que subiu para, no mínimo, 90%, em caso de uso combinado". Esses medicamentos já são utilizados nos Estados Unidos e na Europa.

A decisão de entrar na Justiça ocorreu após o advogado submeter-se a tratamento com medicamentos atualmente à disposição, "sem sucesso". Ele foi incentivado pelo infectologista Dr. Marcos Caseiro, com quem passou a se tratar em novembro do ano passado. "Apenas estava aguardando o tempo passar. Não tinha mais perspectivas, após fazer tantos exames, biópsias, ressonâncias. E apesar da minha situação crítica, o Caseiro me incentivou a buscar uma solução. Foi um tratamento humano. Isso foi essencial para me dar esperanças novamente".

Benedito começou a tomar os medicamentos na última sexta-feira. Apesar do pouco tempo de uso dos dois medicamentos, ele se sente mais disposto e está se alimentando melhor. "Anteriormente, eu me cansava muito fácil, quando fazia uma caminhada de 100 metros minha respiração ficava ofegante e passava mal constantemente. Até meu apetite melhorou", frisa. Outra vantagem em relação aos outros remédios é o fato dos fármacos serem administrados em forma de comprimidos. "Isso facilita o tratamento, que pode ser feito em qualquer local, ou seja, sem a necessidade de ir a um hospital ou unidade de saúde para receber a aplicação de uma injeção".

"Daqui a três meses é muito provável que o advogado esteja completamente curado da Hepatite C. Enfim, Benedito deixará no passado a tristeza e estará pronto para seguir sua trajetória com qualidade de vida"

185 milhões de pessoas no mundo podem ter o vírus da Hepatite C, o que representa 3% da população mundial. No Brasil, a prevalência é em torno de 1,4% a 1,7%, principalmente entre os maiores de 45 anos. O infectologista e professor do Centro Universitário Lusíada (Unilus-Santos), Dr. Marcos Caseiro, entende que o governo brasileiro precisa ser mais ágil ao analisar a liberação de medicamentos para o uso no País. "Afinal, muitas pessoas estão morrendo em razão da Hepatite C, que chega a provocar mais óbitos atualmente do que a Aids. Por esse motivo, acredita ser correto os pacientes acionarem a Justiça para ter acesso a novos remédios".

"Não dá para esperar mais. A primeira droga (contra a Hepatite C) foi aprovada em novembro de 2013, mas estamos em janeiro de 2015. Chega a ser antiético da nossa parte oferecer os medicamentos de hoje, já que os novos possuem uma eficácia em quase 100% dos casos, afirma".

O presidente da ONG Grupo Esperança, que oferece apoio a portadores de Hepatite C da Baixada Santista, Jeová Pessin Fragoso, também critica a demora da Anvisa em liberar algumas drogas. "A análise no Brasil demora até dois anos. Em outros países, esse prazo fica em torno de seis meses. A doença gera uma grande perda de qualidade de vida e pode representar um caminho sem volta. Apesar dessa situação, é preciso citar que o Brasil representa um espelho no mundo, no enfrentamento das Hepatites, e está procurando avançar ainda mais", diz.

A Anvisa informa que avalia a segurança e a eficácia do Sofosbuvir e do Simeprevir no tratamento contra a Hepatite C de "forma prioritária", a pedido do Ministério da Saúde. A petição de registro do primeiro princípio ativo citado foi registrado no órgão em agosto do ano passado. Já a segunda, em setembro de 2013. Porém, ainda não é possível definir quando ocorrerá a concessão.

O integrante do Comitê Consultivo de Hepatites do Ministério da Saúde, o infectologista Dr. Evaldo Stanislau, explica que as negociações para incorporar essas novas drogas tiveram início em setembro de 2013. Naquele mês, houve uma reunião no ministério para analisar o cenário do tratamento da Hepatite C com as maiores autoridades mundiais do assunto. "A partir dali, foi iniciado um diálogo com a indústria farmacêutica na intenção de reduzir os preços desses produtos, para incluí- los no Sistema Único de Saúde (SUS)".

"Há uma força tarefa em Brasília, coordenada pelo ministro da Saúde, Arthur Chioro, para que todos trabalhem em harmonia e para que o processo seja feito sem pular etapa para incorporar esses medicamentos ao SUS no menor prazo possível", destaca o médico, que representa o Brasil no Comitê de Hepatites da Organização Mundial de Saúde (OMS).

Fonte: Jornal A Tribuna de Santos

"PESQUISA PARA AVALIAR EFICÁCIA DOS ANTIRRETROVIRAIS COMO PREVENÇÃO A TRANSMISSÃO DO HIV CHEGA AO RJ, E VOCÊ PODE PARTICIPAR"

Foto: Opposites Attract Study/Divulgação

O estudo global "Os opostos se atraem" sobre casais sorodiscordantes homossexuais masculinos chegou ao Rio de Janeiro. "A pesquisa busca avaliar a eficácia do tratamento antirretroviral como prevenção da transmissão do HIV para o parceiro que não é portador do vírus".

A epidemia de HIV/Aids no Brasil está desproporcionalmente concentrada entre homens gays e outros homens que fazem sexo com homens, e a redução da propagação e do impacto do HIV nessa população chave, exigirá que programemos intervenções que são verdadeiramente eficazes, explica o presidente-executivo e diretor da amfAR, Kevin Robert Frost.

No Brasil, o estudo é realizado com o apoio da "amfAR, Fundação para Pesquisa da AIDS, pelo Laboratório de Pesquisa Clínica DST/AIDS do Instituto de Pesquisa Clinica Evandro Chagas (IPEC)".

Visite o site da amfAR para mais informações.
Acesse: amfAR

Quer participar do estudo?

Fonte: Unaids Brasil

"WANDERLEY, DIAGNOSTICADO COM HIV EM 1989, FALA SOBRE O ANTIRRETROVIRAL 3 EM 1"

(Wanderley Estrella. Foto: Arquivo Pessoal)
(Antirretroviral 3 em 1)

Este ano, pacientes diagnosticados com teste positivo para HIV/Aids já podem utilizar o medicamento/antirretroviral '3 em 1', previsto no Protocolo Clínico de Tratamento de Adultos com HIV e Aids do Ministério da Saúde. A dose tripla combinada é composta pelos medicamentos Tenofovir (300 mg), Lamivudina (300 mg) e Efavirenz (600 mg) e vai beneficiar 100 mil novos pacientes com HIV e Aids. "As doses já foram entregues aos estados, responsáveis pela distribuição para os municípios. Até o final deste ano, pacientes que já estavam em tratamento também serão beneficiados com a medicação".

Wanderley Estrella, 49 anos, cabeleireiro residente no Distrito Federal, recebeu o diagnóstico em 1989 e conta como foi complicado seguir o tratamento nessa época em que ainda havia poucas informações disponíveis sobre a doença e as medicações utilizadas. "No primeiro momento eu tomava 27 remédios. As primeiras medicações eram terríveis. Você tomava e vomitava a metade. Em um segundo momento, com a evolução do tratamento, eu comecei a tomar 21 comprimidos. De 2007 pra cá eu estou indetectável, então eles começaram a me passar cinco comprimidos por dia e agora eu tenho a notícia de que existe um comprimido, o 3 em 1, conta".

"Para ter sucesso no tratamento, é fundamental que o paciente tenha uma boa adesão, utilizando os remédios de acordo com as indicações médicas. A decisão sobre interrupção ou troca de medicamentos deve ser tomada com o consentimento e orientação do médico que realiza o acompanhamento do paciente soropositivo".

"Você primeiro tem que ter vontade de ser feliz e viver. Segundo, conviver com a doença hoje é um pouco mais simples, a partir do momento que você ajusta a alimentação e toma a medicação de forma correta, isso é seguro. Há anos, quantos amigos eu perdi pela falta de informação e achando que o coquetel não daria resultado nenhum. Porque você se assusta. Eu quero continuar vivendo, independente se vou viver mais 30 ou 40 anos, eu quero viver numa boa e com felicidade. Faço meu papel perante o Ministério da Saúde e a sociedade", garante Wanderley Estrella, que participa ativamente de uma das maiores feiras de cabeleireiros do mundo, que conta com stand de teste rápido e orientação sobre a Aids, realizado em parceria com o Ministério da Saúde.

Desde novembro, cerca de 11 mil pacientes já foram beneficiados com o medicamento '3 em 1' nos Estados do Rio Grande do Sul e Amazonas, que possuem as maiores taxas de detecção do vírus. "O Ministério da Saúde investiu R$ 36 milhões na aquisição de 7,3 milhões de comprimidos e o estoque é suficiente para atender os pacientes nos próximos 12 meses".

Terapias complementares:

Exercícios físicos e alimentação equilibrada também melhoram a saúde e a autoestima. Acupuntura, homeopatia, massagens (shiatsu e reflexologia), práticas físicas (yoga e Tai Chi Chuan) e consumo de algumas ervas medicinais são chamadas de terapias complementares, muito utilizadas para reduzir o estresse e os efeitos colaterais dos coquetéis, melhorar o sistema imunológico, aliviar a dor e auxiliar no tratamento de infecções oportunistas, "mas é importante ressaltar que as terapias complementares não substituem os medicamentos. As práticas devem ser indicadas por profissionais e comunicadas ao médico".

Entre 2005 e 2013, o Ministério da Saúde mais do que dobrou o total de brasileiros com acesso ao tratamento, passando de 165 mil (2005) pra 400 mil (2014). Atualmente, o SUS oferece, gratuitamente, "22 medicamentos para os pacientes soropositivos. Desse total, 12 são produzidos no Brasil".

"PESSOAS QUE VIVEM COM HIV/AIDS EM SÃO PAULO RECLAMAM DA FALTA DE HUMANIZAÇÃO DOS SERVIÇOS PÚBLICOS E DA INSENSIBILIDADE DE FUNCIONÁRIOS"

(Foto: Tércio Teixeira/Futura Press)

Por: Talita Martins
(Agência de Notícias da Aids)

Apesar de viverem na metrópole considerada uma das mais avançadas do mundo no tratamento da epidemia, "soropositivos de São Paulo reclamam da falta de humanização do serviço público, bem como da falta de sensibilidade dos funcionários". A Agência de Notícias da Aids ouviu alguns soropositivos que moram na capital paulista para saber se, no geral, a cidade os acolhe bem. Vejam o que eles relataram:

"Não respeitam a forma como me reconheço"

Não é nada bom viver com HIV nessa cidade. Muitos dos meus direitos são violados sempre que vou ao serviço de saúde, que é o CRT (Centro de Referência e Treinamento). O estresse começa na recepção. A atendente faz questão de me chamar de ele o tempo inteiro, não respeitando meu nome social e a forma como me reconheço. Me sinto mulher, sou mulher e quero ser tratada assim. "Não quero privilégio, só respeito. Mas acontece que chego ali para me tratar do  HIV e saio com a saúde mental abalada. Enquanto não houver sensibilização por parte da equipe, o serviço vai perder pacientes, que, assim como eu, se sentem desrespeitados. Só não abandonei o tratamento porque eu sei da importância do cuidado com a saúde".

O acesso ao serviço também não é tranquilo. "Nem sempre conseguimos passar no médico. Se a gente falta em alguma consulta, seja pelo motivo que for, eles dificultam o reagendamento". Antes, eu me tratava em São José do Rio Preto (SP). Lá,  o serviço é humanizado. "Mesmo quando não ia ao serviço ou faltava na consulta, os profissionais de saúde me procuravam em casa. Lá, existe acolhimento". Para finalizar, eu queria dizer uma frase: "Viva a vida, ela pode estar sempre em despedida. Minha luta é todo dia contra homolesbotransfobia". (Brunna Valin,  militante pelas causas de pessoas HIV+ e  LGBT,  orientadora socioeducativa no Centro de Referência e Defesa da Diversidade).

"Guardar sigilo é difícil"

Embora seja uma cidade imensa, "aqui  há muita dificuldade para quem quer manter o sigilo da sorologia". Quando descobri meu diagnóstico, há um ano, fui em busca de um serviço distante da minha casa, mas me mandaram de volta para o meu bairro. Eu tinha muito medo de encontrar algum conhecido lá e uma vez isso acabou acontecendo e, para evitar novos constrangimentos, mudei de bairro. Acho que esse tipo de regra, de mandarem você para perto da sua casa,  um grande dificultador da adesão ao tratamento. "Há situações bem constrangedoras nos serviços de saúde. Por exemplo, as farmácias ficam ao lado da sala de espera. Se um vizinho vê você pegando o medicamento fica impossível negar a doença".

Outro problema é a superlotação dos serviços de saúde. Hoje sou agente de prevenção e faço acolhimento de jovens recém-infectados, de diferentes regiões da cidade. Muitas das dúvidas deles poderiam ser esclarecidas na primeira consulta com o infectologista. Mas esse profissional não têm tempo, pois têm de dar conta de atender muitas pessoas e a qualidade do atendimento cai muito. "Mesmo assim, se compararmos com outras cidades, é possível identificar um leque de opções nos serviços especializados para quem vive com HIV. Se eu precisar de um psicólogo ou uma nutricionista, por exemplo, eu consigo mais rápido do que quem não tem HIV". (Antônio Marcos Fonseca, 27).

"Grandiosidade possibilita anonimato"

Viver com Aids na cidade mais rica do país é viver o contraditório. "Há serviços que servem de referência na mesma região em que vemos o fracasso de serviço público". Temos na grandiosidade da metrópole a possibilidade de viver o anonimato e um espaço de visibilidade na esfera nacional. São Paulo é a meca da liberdade sexual. Temos o mundo glamourizado e os que vivem à margem das políticas públicas. "O aumento das infecções entre HSH (homens que fazem sexo com homens) deve ser debitado nas contas dos governantes das três esferas que têm como preocupação única a testagem e nada realizam na prevenção, temendo pelas reações conservadoras". (José Araújo Lima, presidente do Espaço de Atenção Humanizada).

"Há muito preconceito, até no atendimento dos serviços"

Vim da Paraíba e moro em São Paulo há um ano e meio. Vivo com HIV há três anos e ainda não tomo antirretrovirais, mas faço acompanhamento médico. Falta divulgação sobre HIV/Aids e campanhas de esclarecimento na cidade. "As pessoas não sabem nem como é que se pega HIV e a consequência é uma sociedade altamente preconceituosa. Sou gay e vejo que nos grupos gays a maioria é preconceituosa com quem tem HIV. Eles fazem piadas, comentários".

Fora isso, os serviços de saúde precisam ser humanizados. "Somos mal recebidos neles. Depois que passamos pela triagem, fica melhor, mas a recepção é feita por profissionais insensíveis, que nos tratam como pessoas promíscuas que têm HIV porque saíram transando com todo o mundo. Outro dia, tive uma infecção intestinal e fui muito mal atendido no Centro de Referência e Treinamento. Só quando cheguei na assistente social tive educação e respeito". Se eu fosse secretário da saúde daria treinamento para as pessoas que atendem em todos os serviços. (Paulo Henrique Tavares, 24).

"Viver com HIV em SP é tenso, mas viável"

Não sei se sou um cara de sorte, mas tenho uma relação bem bacana com minha infectologista há quase  cinco anos. Ela é do Serviço de Atenção Especializada Campos Elíseos. Sempre entende minha vida confusa de gerente de loja e facilita meus horários de consulta. "Desde que descobri meu diagnóstico sempre fui bem acolhido no serviço, depois do exame já saí com a consulta marcada. Claro que não é um mar de rosas sempre. Às vezes, é tenso, pois nem sempre é possível conseguir consultas com outras especialidades no tempo necessário e as pessoas que vivem com HIV são imediatistas mesmo. Mas é viável pelo fácil acesso aos serviços de saúde e  às novas tecnologias". (Rodrigo Andrade Silva, 27).

"O trabalho das ONGs faz a diferença"

Às vezes, é fácil viver com HIV em São Paulo, porque temos acesso a tratamento em vários lugares. "Mas o preconceito ainda é muito forte, embora já tenha sido bem pior. O bom é que existem na cidade várias Ongs de apoio e isso é muito importante, ajuda muito. Sou soropositivo há 21 anos e, graças a Deus e aos medicamentos, tenho uma qualidade de vida boa". (Augusto Ferreira, 53).

Fonte: Agência de Notícias da Aids

"A CAIÇARA MAIS LINDA DO MUNDO"


Os pessimistas dizem que o amor é cego, certamente não te conhecem ou não sabem te amar.

Os perfeccionistas dizem que, quando apaixonados, deixamos de enxergar os defeitos da(o) amada(o).


Quando estes tiverem a humildade de olharem para ti, jamais encontrarão um defeito teu.


Os maledicentes dizem que tua beleza é um disfarce que usas para esconder tua vaidade e arrogância.


Ora, se tu fosse vaidosa e arrogante, não receberias a todos de braços abertos e sorridente, inclusive aqueles que não foram gerados no teu ventre.


Os ambiciosos te chamam de província, mas quando afastam-se de ti, choram saudosos do teu colo acolhedor.


Ficaria séculos escrevendo o quanto te amo, mas tu sabes da veracidade deste amor e, te conhecendo há mais de 56 anos, reconheço que devo tudo a ti.


Acompanhaste meu nascimento, infância, adolescência, maturidade e velhice.


Ficaste feliz com a minha felicidade, choraste quando fraquejei.


Porém, jamais me abandonaste e, quando sentiste que teu filho necessitava de motivação, reuniste teus companheiros inseparáveis para me reerguer.


O Mar me enviou a brisa, fazendo-me respirar mais profundamente para seguir adiante.


O Sol trouxe a luz o calor para iluminar meus caminhos e me aquecer no frio.

A Lua me ofertou a paz e o silêncio do anoitecer para meu descanso e renovação de forças na luta do dia a dia.


Tu e o mundo são perfeitos, nós, frágeis e as vezes ingratos seres humanos, é que somos imperfeitos.

Estou tentando aprender e, reiniciei meu aprendizado, declarando toda minha gratidão e amor por ti, minha linda caiçara. 


Santos, tu és a minha Pátria!


Eu te amo assim como me amas.


E jamais esquecerei disso novamente.



Teu filho Santista e Caiçara da gema, Alexandre.

(Hoje, Santos comemora mais uma ano de vida. Enquanto eu viver, aqui, seu aniversário sempre será lembrado e comemorado com essa declaração de amor à Caiçara mais linda do mundo)