"REPORTAGEM SOBRE AS NOVAS DIRETRIZES DE PERÍCIAS MÉDICAS EM HIV/AIDS, EXIBIDA PELO PROGRAMA VIA LEGAL EM 22/10/2014"


Se você não teve a oportunidade de assistir o programa VIA LEGAL, que abordou o assunto "Perícia médica do INSS em HIV/AIDS, e as novas diretrizes para concessão dos benefícios", assista o vídeo na íntegra, com atenção, pois o assunto é do seu interesse!

EXIGÊNCIA DE REALIZAÇÃO DO TESTE DE HIV, INCLUSIVE PARA INGRESSO NAS FORÇAS ARMADAS, É ILEGAL!



Exército é denunciado por exigir que candidatos a concurso público apresentem exame médico para comprovar que não têm o vírus HIV.

"Para a Justiça Federal, a medida é discriminatória e, por isso, não deveria constar do edital".

Assista o vídeo na íntegra, com atenção, e lute pelo seu DIREITO!

"TV JUSTIÇA EXIBE HOJE (22/10) REPORTAGEM SOBRE NOVAS DIRETRIZES DE PERÍCIAS MÉDICAS EM HIV/AIDS"


"Será exibida hoje (22/10/2014) às 22:00 horas, no programa "Via Legal da TV Justiça", reportagem especial sobre as novas diretrizes de perícias médicas em HIV e AIDS, aprovadas e publicadas em junho deste ano". 

Entre as mudanças das diretrizes estão: "O reconhecimento do caráter da Aids como doença crônica degenerativa e não mais tratada como doença controlável e crônica. Também não haverá mais a análise pericial dos marcadores de TCD4 e carga viral como parâmetro isolado e sim uma informação complementar dentro do conjunto de dados clínicos (físicos e psíquicos), além de outros resultados laboratoriais e ainda fatores pessoais e psicossociais, sempre em função da atividade exercida".



A equipe do programa entrevistou o coordenador de Articulação Política do Grupo Pela Vidda Niterói, Renato da Matta, e a assessora jurídica da instituição, a advogada Patrícia Rios, "para conhecer a realidade dos processos judiciais da entidade, como os pedidos de concessões de auxílio doença e aposentadorias".

"A reportagem vai abordar ainda os avanços e desafios do país em relação ao atendimento prestado as pessoas vivendo com HIV/Aids". Segundo o Pela Vidda, a principal constatação "é a de que o tratamento médico evoluiu, mas ainda faltam providências para acabar com o preconceito e, principalmente, para conscientizar a população da necessidade de se prevenir para impedir a transmissão do vírus".

O programa "Via Legal" será exibido também na TV Cultura e na TV Brasil, além de outras 25 emissoras regionais. Confira a seguir os horários de exibição:

TV JUSTIÇA 
NET - Canal 9 - SKY - Canal 167
22 de outubro – quarta-feira 22:00 horas
24 de outubro – sexta-feira 12:30 horas
27 de outubro – segunda-feira 21:30 horas

TV CULTURA
26 de outubro - domingo 6:30 horas

TV BRASIL
Brasília – canal 02
26 de outubro - domingo 6:00 horas

Fonte: Pela Vidda Niterói 

"UM DOS MAIORES DESAFIOS DO COMBATE AO HIV/AIDS, NO BRASIL E NO MUNDO, CONTINUA SENDO A ADESÃO DOS PACIENTES AO TRATAMENTO COM ANTIRRETROVIRAIS"


"Especialistas defendem proximidade com pacientes como forma de melhorar a adesão ao tratamento do HIV/AIDS"

Todos os motivos e situações de pessoas que vivem com Aids e têm dificuldade em tomar regularmente os antirretrovirais foram assunto de um encontro que reuniu, em São Paulo, na semana passada,  "autoridades, médicos e profissionais de saúde". Durante o 1º Fórum Nacional de Adesão à Terapia Antirretroviral, temas como:

A Ciência do Comportamento a Favor de Nossos Pacientes, Do Estudo ao Mundo Real, O Paciente Privado de Liberdade, Trabalhando Adesão em Paciente Idoso, Adolescentes: Nem Crianças, Nem adultos, A Mãe HIV e a Adesão Pós-Puerperal, Dependentes Químicos, O Retorno do Paciente Pródigo: Acolhendo o Retorno, "foram discutidos com a intenção de descobrir as razões que levam pacientes a interromperem o tratamento".

A médica Rosa de Alencar Souza, do Centro de Referência e Treinamento (CRT São Paulo) defendeu a ideia de que é preciso criar um vínculo entre o paciente e o serviço. "O vínculo com os profissionais e com os serviços prestados é fundamental para termos bons resultados". Cintia Nocentini, também do CRT, lembrou que "a atenção às relações familiares e s redes sociais como apoio, podem construir um ponto importante quando o assunto é adesão".

Gustavo Mizuno, farmacêutico do CRT, informou e admitiu que: "nas últimas três décadas os índices de adesão não tiveram um aumento significativo". Um de nossos desafios é manter a adesão na vida real, cotidiana do paciente. O esquecimento, os efeitos colaterais, os quadros depressivos desenvolvidos por muitos deles colaboram para a interrupção do tratamento".

Sobre Exclusão Social e HIV, a enfermeira Adriana Paula da Silva, do Hospital do Câncer de Pernambuco, declarou que o fato de os trabalhos no setor serem escassos dificulta um diálogo melhor. "As populações mais excluídas têm muita dificuldade com adesão. É preciso conhecer alguns comportamentos para melhorar a relação dessas pessoas com a medicação. Um olhar apurado sobre o que dizem e suas necessidades ajuda bastante".

No ranking mundial de população encarcerada, "o Brasil ocupa o quarto lugar no volume numérico de população. São cerca de 570 mil pessoas e uma estimativa de 5 a 15% de casos de HIV entre eles". O sistema prisional, segundo Camila Rodrigues, do Centro Hospitalar do Sistema Penitenciário (CHSP-SAP,SP), "é um mundo à parte onde os fatores de risco são mais acentuados. Não existe distribuição de preservativos, os índices de violência sexual são grandes, registra-se a falta de consultas médicas, os presos dependem de agentes penitenciários para receber a medicação e o confinamento trás mais vulnerabilidade . Todos esses fatores dificultam a adesão".

Sidney Pimentel, do CRT, comentou ao falar sobre: O Paciente Pediátrico e Seus Cuidados, "que nem toda criança que se trata sabe sobre seu diagnóstico positivo. Todos aprendemos muito. Há algum tempo não imaginávamos que eles iriam virar adolescentes e adultos. Um grande avanço. Por isso, precisamos trabalhar, antes de tudo, a adesão à vida, depois ao serviço e aos esquemas terapêuticos".

A médica Marinella Della Negra, infectologista no hospital Emílio Ribas, responde pelo acompanhamento de 400 adolescentes. O Emílio, carinhosamente assim chamado pelos médicos que lá trabalham, é reconhecido como referência em infectologia no Brasil. "Ela explicou que os estudos dão conta de uma menor adesão entre os adolescentes. Segundo seus dados, a Organização Mundial de Saúde (OMS) estima que existam em todo o mundo, 2 milhões de adolescentes com HIV com idades entre 10 e 19 anos . Para Marinella, lidar melhor com o tema na família auxilia a revelação do dignóstico e facilita a adesão. Nunca dizer papai tem aquela doença".

A doutora Isabella Da Nóbrega, do Centro Estadual Especializado em Diagnóstico, Assistência e Pesquisa ( CEDAP BA) em Salvador, Bahia, que falou sobre: A Mãe HIV e Adesão Pós-Puerperal, "ressaltou que as mulheres acompanhadas em seu trabalho relatam que aderem em 100% ao tratamento antes do parto.  Elas não querem transmitir o vírus para suas crianças, se cuidam bastante. Depois, muitas relaxam na adesão, porque as atenções são voltadas para o bebê".

O médico Durval Costa acompanha aproximadamente 300 idosos que vivem com HIV, de um total de mil pacientes acima de 60 anos que o Hospital do Servidor Público Estadual de São Paulo atende. O fato de o idoso ter doenças como diabetes, pressão alta, osteoporose, faz com que ele tenha de ingerir um número maior de comprimidos diariamente. "Isto dificulta bastante a adesão. Temos mandado SMS, fazemos uma busca ativa dos pacientes que faltam e individualizamos o tratamento com nossa equipe multidisciplinar para melhorar os índices no tratamento da Aids", explica Durval.

"A negação da doença, a falta de percepção da real necessidade do tratamento, os conhecidos efeitos adversos, a complexidade em administrar o tomar a medicação, muitas vezes a falta de privacidade, o medo de desenvolver lipodistrofia e o fato de os comprimidos representarem cotidianamente a doença na vida da pessoa", foram alguns dos itens abordados por Lucy Vasconcelos, do Centro de Prevenção e Assistência às Doenças Infecciosas(Cepadi) em São Caetano do Sul (Grande São Paulo) para explicar a falta de adesão.

A médica Lucy, ao falar sobre: Acolhendo o Retorno, "explicou que o melhor a fazer é sempre tentar entender, junto ao paciente, os motivos que o fizeram desistir temporariamente do tratamento. Ter e expressar raiva pela atitude de abandono não acolhe ninguém. Julgar o paciente por suas faltas também não. enfatizou . O sucesso da adesão está ligado a uma postura fraterna e acolhedora por parte dos profissionais de saúde", fez questão de ressaltar.

Especialista em adesão em populações privadas de liberdade em diferentes países no mundo, Frederick Altice, professor de medicina em Yale ( EUA) falou da complexidade de adesão em dependentes químicos. Apresentou histórias e trouxe diferentes realidades: 38 estudos com 14.960 pacientes. Na Malásia, quando o paciente usa substâncias químicas, " ele simplesmente para o tratamento". No Peru, em um universo de 5.200 homens que fazem sexo com homens(HSH), "a prevalência de álcool foi registrada em 63%. Dois em cada três dos pesquisados abusavam do uso da substância".

Ainda segundo Frederick, no sistema carcerário da Argentina, se o detento for descoberto fazendo uso de álcool ou cocaína,  "é excluído do tratamento como represália". O professor enfatizou que é preciso deixar o paciente ser quem ele é de fato para conseguir bons resultados na adesão. "Uma pessoa que usa drogas consideradas ilícitas tem de ser abordada pelo profissional de saúde de forma que não se sinta constrangida de fazer uso das substâncias. Se você não perguntar, ele não vai falar nada. É preciso lidar com a realidade do paciente", destacou.

O especialista explicou que os novos critérios para aferir os distúrbios do uso de drogas têm novo conceito considerando o uso como "leve, moderado ou grave". Segundo ele, se o paciente for tratado de forma correta poderemos obter uma melhor adesão aos medicamentos. "A cultura de cada país também deve ser levada em conta e observada quando o assunto é adesão e uso de substâncias tóxicas. Na Rússia, por exemplo, ninguém vive sem tomar vodka".

O professor comentou que "os vícios são um problema biológico e, ao pedir permissão e conversar sobre isso com o paciente, o profissional de saúde terá mais elementos para conseguir um caminho que traga resultados positivos para adesão". Promovido pela Janssen, o evento foi coordenado pelo gerente médico de virologia , Bernardo Gaia. Outro objetivo do encontro foi facilitar a criação de uma rede de profissionais envolvidos em adesão para "trocar experiências e se fortalecer".

Fonte: Agência de Notícias da Aids

"GRUPO PELA VIDDA NITERÓI E O GRUPO DE APOIO AOS SOROPOSITIVOS REAFIRMAM PARCERIA NA LUTA CONTRA HIV/AIDS"


No dia 10/10/2014, o Grupo de Apoio aos Soropositivos (GAS), instalado no Instituto Municipal Nise da Silveira, unidade hospitalar localizada à Rua Ramiro Magalhães 521, no bairro do Engenho de Dentro, Rio de Janeiro, recebeu a visita de integrantes do Grupo Pela Vidda Niterói, "reiterando a parceria entre as duas entidades em promover ações de convivência, troca de conhecimento e mobilização de combate à epidemia de HIV".

O encontro serviu para que os integrantes do GAS apresentassem o novo espaço de integração e convivência de seus voluntários, que está instalado no Centro de Convivência e Cultura Trilhos do Engenho de Dentro, em uma das áreas da unidade de saúde cedida pela direção do hospital desde julho deste ano. A recepção aos integrantes do Pela Vidda foi feita por Renato da Matta, fundador e presidente do GAS e Coordenador de Articulação Política do grupo de Niterói e pela Dra. Érica, diretora do Instituto Municipal Nice da Silveira.

O Pela Vidda Niterói foi representado pelo vice-presidente José Antônio Trindade, pela advogada Patrícia Rios, por Josué Mitidieri e Giuseppe Genovese. O encontro foi prestigiado pela Dra. Miriam Franchini, coordenadora do Laboratório do DDAHV - Departamento Nacional de DST, Aids e Hepatites Virais, Ministério da Saúde, e por Dr. Sérgio Aquino, Gerente de DST/Aids da Secretario Municipal de Saúde do Rio de Janeiro. Além de conheceram as instalações do GAS, "os participantes também debateram a ampliação dos serviços a serem oferecidos pelo espaço, como a implantação de testagens de sífilis, hepatites virais e confirmatório para o HIV".

A diretora da unidade hospital, Dra. Érica, informou que foi disponibilizado um espaço ainda maior para o Grupo de Apoio aos Soropositivos, para que os novos serviços possam ser oferecidos, ampliando a atenção as pessoas vivendo com HIV e Aids. "O espaço, além da oferta de atividades de convivência e integração, e de acompanhamento do tratamento dos pacientes em diversas frentes, também terá atendimento jurídico, numa parceria com o Pela Vidda Niterói, e em breve divulgaremos outros serviços de saúde que disponibilizaremos no GAS", disse Renato da Matta.

O GAS já tem 10 anos de atividades "via internet", atuando como uma referência na relação virtual de solidariedade e conhecimento entre seus usuários que buscam informação e convivência diante do viver com HIV e Aids, "e desde julho de 2014 ampliou suas ações, passando também a promover a relação presencial". O repasse de informações e notícias de temas relacionados à epidemia de Aids, como medicamentos, avanços tecnológicos no tratamento, apoio pela descoberta da sorologia e solidariedade, e a convivência dos seus usuários, estão entre os objetivos do Grupo de Apoio aos Soropositivos.

Fontes/Links: