HIV/AIDS: POR QUE É PRECISO CONVERSAR COM SEU FILHO?

(Ilustração: Aline Casassa/Educar para Crescer)

Da Editora Abril, o portal "Educar Para Crescer" fez uma matéria orientando os pais a falarem com os filhos sobre HIV/AIDS. Assinada pela repórter Nana Soares, "a reportagem fala sobre a importância do diálogo em casa numa época em que os dados mostram a doença aumentando na população jovem". Leia abaixo na íntegra:

O Brasil "já foi referência" no combate à epidemia de HIV e AIDS, mas, infelizmente, ela começa a dar sinais de aumento, "especialmente entre a juventude":

"Entre 2001 e 2012, o número de novos casos de Aids em jovens de 10 a 19 anos aumentou 53,8%. Se estendermos o olhar para os jovens de 20 a 24 anos, a situação se agrava. Eles registraram 3.352 novos casos só em 2012, um aumento de mais de 32% em relação a 2001".

Os dados do 2° Levantamento Nacional de Álcool e Drogas, realizado por pesquisadores da Universidade Federal Paulista (Unifesp) e divulgado em março deste ano, mostram que:

"Quase um terço dos rapazes e 38% das moças declararam não utilizar camisinha quase nunca ou nunca em suas relações sexuais".

O risco de contrair o vírus existe, não dá para negar!

Por isso é essencial conversar com seu filho ou filha sobre a doença, que, embora não tenha cura, pode ser prevenida!

Um equívoco comum "é os pais acharem que a responsabilidade de falar sobre aids e educação sexual é da escola. Não! O que funciona é o conjunto da obra. O adolescente quer ouvir a opinião da sua família, dos amigos, da escola e depois ele ainda vai buscar na internet", diz Marta McBriton, coordenadora do Barong, ONG que trabalha com a questão da Educação Sexual e da prevenção das Doenças Sexualmente Transmissíveis (DSTs).

Antes de falar com os filhos, os pais devem ter a questão bem resolvida e elaborada internamente. "Os pais precisam se informar, porque muitas vezes o que o afasta da conversa é que questões íntimas do casal não estão bem resolvidas. Adolescentes e crianças não são burros, eles percebem quando os pais não estão cômodos para conversar sobre o assunto", diz Marta.

"Não dá para falar de DST/AIDS com os filhos sem falar de sexualidade, e o mais importante é não tratar o assunto como pecado ou tabu, negando a realidade das coisas ou dizendo, por exemplo, que a aids é um castigo divino. Os pais devem dizer a verdade. Essa epidemia vai fazer parte da vida sexual dos filhos por muito tempo e a aids e outras DSTs fazem parte do repetório de vida do adolescente, lembra".

Além disso, ela lembra que "discutir sexualidade abrange uma série de questões de comportamento, como as relações de gênero e o uso de drogas. Por isso, a conversa pode ser um grande manancial para a educação dos filhos, já que abre espaço para tantos assuntos".

A coordenadora do Instituto finaliza as dicas para os pais com a reflexão: É importante o adulto lembrar como foi quando ele era jovem.

O que foi difícil?
O que gostaria que tivessem feito com ele?
E acima de tudo, é importante entender que a sexualidade é uma questão saudável!

Para ajudar os leitores, o Portal Educar Para Crescer responde algumas dúvidas mais comuns sobre HIV/aids. Você pode ler essas informações clicando no link abaixo.

Fontes/Links:

ANTES DO RESULTADO 'POSITIVO PARA HIV', ELE(A) ERA UMA PESSOA...

Após a 'confirmação do resultado', ele(a) continua sendo a mesma pessoa, o mesmo ser Humano Igual a Você!

Quando uma pessoa que (con) VIVE com hiv se olha no espelho, a imagem que ela vê NÃO É A DE UM VÍRUS, como ilustrado na foto acima.

Ela também continua vendo o seu rosto, seus cabelos, seus olhos, seu nariz, sua boca e as suas orelhas.

Portanto se você (con) VIVE com hiv, não permita que o(a) tratem como um vírus, e delete da sua vida aquelas pessoas que querem influenciá-lo(a) a acreditar que você deixou de ser humano(a).

Por: Alexandre Gonçalves de Souza

"INVASÃO DE BARATAS PROVOCA INTERDIÇÃO DO CENTRO DE REFERÊNCIA E TRATAMENTO DE DST/AIDS DE SÃO PAULO"


"Os funcionários gravaram um vídeo no final de semana que mostra a infestação de baratas no Centro de Referência e Tratamento de DST-AIDS, na Vila Mariana. Há baratas na parede da cozinha, do lado do fogão e do lado dos ovos".

Em sua edição dessa quarta-feira (27/08/2014), O JORNAL SPTV, DA GLOBO, mostrou imagens gravadas por funcionários do Centro de Referência e Tratamento de DST-Aids (CRT/SP) mostrando baratas por toda a cozinha do estabelecimento.

Artur Kalichman, coordenador adjunto do Programa Estadual de DST/Aids, ao qual o CRT é ligado, disse na reportagem que houve uma invasão em razão do calor ou de algum serviço de dedetização na vizinhança. A cozinha foi interditada, segundo ele, e uma nova dedetização, providenciada.

Artur mostrou papeis com registros de que as dedetizações, mensais, estão em dia. A nova vai atingir áreas onde o veneno não chegava, como na parte de dentro do forro do teto. O objetivo é evitar novos problemas, segundo o coordenador. "Tentar fazer algum trabalho que previna novas infestações e vamos manter as dedetizações mensais como a gente sempre vinha fazendo", disse ele.

"Na cozinha são preparadas cerca de 600 refeições por dia. O CRT atende pacientes com doenças sexualmente transmissíveis, principalmente AIDS".

"TRIUMEQ - NOVO ANTIRRETROVIRAL (3 EM 1) APROVADO PARA TRATAMENTO DO HIV/AIDS"


"O Food and Drug Administration (FDA/EUA) aprovou o novo antirretroviral TRIUMEQ para tratamento das pessoas que vivem com HIV/AIDS".

O medicamento é uma combinação (em dose única apresentado em um único comprimido) de três antirretrovirais: TIVICAY (DOLUTEGRAVIR) + ABACAVIR (ZIAGEN) + LAMIVUDINA (EPIVIR).

É o primeiro antirretroviral (de primeira linha) composto pela combinação de medicamentos que não contém o "Truvada (tenofovir/emtricitabina)". Consequentemente, o TRIUMEQ é uma opção para pessoas que apresentam doenças renais, geralmente causadas pela utilização do "Tenofovir".

Algumas pessoas podem desenvolver reações alérgicas ao "abacavir" e por isso é recomendado antes de iniciar a utilização do TRIUMEQ, que seja realizado um exame de sangue chamado HLA-B * 5701 (teste de reação de hipersensibilidade ao abacavir) que identifica se o(a) paciente pode desenvolver tais reações.

Para mais informações acesse os links abaixo, fontes dessa postagem:

"NOTA DE REPÚDIO DO GAPA/SC EM RAZÃO DE VIOLAÇÃO DE DIREITOS DE PORTADORA DO HIV"


"O GAPA/SC, que trabalha na prevenção, assistência e garantia dos direitos humanos das pessoas vivendo com HIV/AIDS vêm a público, manifestar o presente, em razão da violação de direitos de uma portadora do vírus HIV".

No dia 22 de julho do corrente ano, a cidadã Samea Rafaeli foi covardemente aviltada em sua integridade moral e psicológica ao serem divulgadas falsas informações no Whatsapp, que continham em seu bojo, acusações infames de que a mesma, uma vez sendo portadora do vírus HIV, estaria disposta a transmitir o vírus irresponsavelmente como uma forma de vingança contra a sociedade. "Trata-se de uma absurda inverdade, uma vez que o áudio anexado no post do Whats App, é de uma voz de mulher com um sotaque e timbre de voz completamente distintos da pessoa referida".

"É fundamental destacar que ela, buscando enfrentar o preconceito da sociedade e propor uma relação de debate com a mesma, no dia 31 de janeiro deste ano, assumiu publicamente a seus amigos, ser portadora do vírus HIV, o que resultou numa grande exposição do seu nome nas redes sociais, em especial no Facebook e no Whats App, ratificando preconceito e discriminação da pessoa vivendo com HIV/AIDS".

Na mesma semana da infame acusação, ela veio buscar auxílio junto ao GAPA/SC "como uma forma de ter proteção e ao mesmo tempo, lutar para que outras pessoas não tornem-se vítimas de tamanha discriminação".

O GAPA/SC aproveita para divulgar que no dia 2 de junho deste ano, foi sancionada pela Presidenta a "Lei 12.984 que define o crime de discriminação dos portadores do vírus da imunodeficiência humana (HIV) e doentes de AIDS". E informamos ainda que todas as medidas legais estão tomadas "no sentido de trazer à luz os responsáveis por essa violação dos direitos do cidadão".

Manifestamos também, que queremos poder contar com o total e irrestrito apoio das forças policiais, em especial da 4ª Delegacia de Polícia e do Ministério Público para encontrar os culpados, para que se possa ter os esclarecimentos necessários assim como, seja cumprido o que consta na lei acima citada.

Queremos ainda comunicar à sociedade, que o GAPA/SC, de forma incansável, vai lutar pelos direitos dos portadores do vírus HIV/AIDS e atuar na prevenção das doenças sexualmente transmissíveis, almejando transformar o mundo em um lugar mais humano e respeitoso as diferenças.

Florianópolis, 19 de agosto de 2014.