Santos:

"PORTO ALEGRE LANÇA CAMPANHA CONTRA TUBERCULOSE"


"Campanha intensifica o combate à tuberculose"

A campanha contra a tuberculose, lançada no último domingo, 18 (Dia Mundial de Combate à doença), no Parque da Redenção, continua até o final do mês, com atividades desenvolvidas pelas unidades públicas de saúde. Até 31 de março, carros de som vão circular pelas regiões das oito Gerências Distritais de Saúde de Porto Alegre e os ônibus da empresa Carris terão cartazes chamando atenção sobre sintomas, tratamento e cuidados preventivos que devem ser tomados pela população. A programação inclui feiras de saúde e distribuição de material informativo, em visitas domiciliares e intervenções de grupos de rua, além de entrevistas veiculadas em rádios comunitárias. Para acompanhar as atividades e se informar, procure a sua unidade de saúde de referência.

Em Porto Alegre, a incidência de tuberculose é de cerca de 1.500 (hum mil e quinhentos) novos casos por ano. Também anualmente, são registrados 50 óbitos atribuídos à doença, além de 200 mortes de pessoas portadoras de tuberculose associada ao vírus HIV. A maior ocorrência de tuberculose é na faixa etária entre 20 e 39 anos, e 2/3 dos casos atingem homens com frequência escolar menor que oito anos.

Sintomas e tratamento: As principais manifestações da doença são tosse por três semanas ou mais, febre baixa (geralmente à tarde), suor noturno, falta de apetite, perda de peso, cansaço fácil e fraqueza. O tratamento é gratuito, com medicamentos retirados nas unidades de saúde pública e duração de seis meses, podendo ser prolongado conforme a necessidade. A tuberculose tem 100% de chance de cura se o paciente procura ajuda quando começa a perceber os sintomas. Se o índice de cura ainda não alcança a totalidade dos casos, é porque um grande número de pessoas demora mais do que o necessário para buscar atendimento ou interrompe o tratamento antes do período determinado, logo que os sintomas desaparecem. Quando isso acontece, vem a recaída e fica difícil curar a doença, porque ela se torna resistente aos remédios. Daí a importância das campanhas de esclarecimento. Pacientes que apresentam os sintomas de alerta e procuram a rede municipal de Saúde são orientados a comparecer à Unidade de Referência de Tuberculose pertencente à Gerência Distrital mais perto de sua residência, para que sejam feitos os exames. A presença do bacilo de Kock (causador da tuberculose pulmonar) é detectada por exame de escarro, raio-X e pelo teste de Mantoux, feito com a injeção de uma substância na pele, que fica com a região avermelhada se a bactéria estiver no organismo.

Locais que prestam atendimento

Centro de Saúde Navegantes - Av. Presidente Roosevelt, 5 
Centro de Saúde Modelo – R. Jerônimo de Ornellas, 55 
Centro de Saúde da Vila dos Comerciários – R. Moab Caldas, 400 
Centro de Saúde IAPI - R. Três de Abril, 90 (Área 20)
Unidade Básica de Saúde Restinga - R. Abolição, 850 
Unidade de Saúde Sanatório - R. Bento Gonçalves, 3.722 
Unidade de Saúde Vila Floresta – R. Conselheiro D’Ávila, 111 
Unidade de Saúde Divina Providência - R. Cananéia, 220
Unidade de Saúde Santíssima Trindade - Av. Dique, 457
Unidade de Saúde Parque dos Maia - R. Francisco Galecki, 165
 Centro de Saúde Bom Jesus - R. Bom Jesus, 410 

VOCÊ É CYBERCONDRÍACO (A) ?


Dor de cabeça ou tumor? Um sintoma cabe em muitas doenças e a confusão é comum, em tempos de Doutor Google. Muita gente prefere "ele" à consulta médica, na busca da causa do mal-estar. A hipocondria digital é um mal contemporâneo batizado de Cybercondria. O fenômeno preocupa os médicos, porque além de causar autodiagnóstico e automedicação, pode evoluir para ansiedade e síndrome do pânico. Um exemplo é o site americano de informações de saúde WebMD, que disponibiliza uma animação do corpo humano para o autodiagnóstico. O usuário clica na região onde tem dor e ele abre uma tabela com sintomas que corresponderiam à determinada área e à doença relacionada. A Cybercondria, em diferentes graus, já aparece no cotidiano dos profissionais.Os pacientes já chegam ao consultório com informações da internet e ainda fazem buscas após a consulta, afirma o Dr. Paulo Olzon, clínico-geral da Unifesp.

"O médico alerta os desavisados que determinado sintoma pode ser comum a dezenas de doenças e destaca a importância da relação de confiança entre médicos e pacientes. Na hora que a pessoa fica sem referência, vai buscar por conta própria e acaba se atrapalhando".

 Falsos sintomas: Aconteceu com a administradora de empresas Alba Prizão, 27. Ela desenvolveu distúrbios de ansiedade por causa, em grande parte, do excesso de informação equivocada na rede. Alba começou as loucas buscas por sintomas e doenças depois que teve uma reação alérgica provocada por uma taça de vinho tinto. Ela conta: Fui à farmácia, o farmacêutico disse para eu ir ao hospital tratar a reação. Falou que alergia pode evoluir para choque anafilático, mas que não era meu caso. No pronto-socorro, a administradora foi diagnosticada com alergia e medicada, mas não chegou a ir a um médico. Começou a pesquisar sobre choque anafilático no computador e descobriu que era um problema sério. Depois disso, foi parar no hospital diversas vezes com sintomas da reação alérgica. Tinha sempre os mesmos: taquicardia, garganta fechando e tremedeira. O psicoterapeuta e professor da PUC-SP Antonio Carlos Pereira explica que o corpo reage a situações criadas pelo cérebro: toda a fisiologia pode ser afetada por idéias, daí o risco de conclusões sobre doenças baseadas no Dr. Google. Alba deixou de usar xampu, desodorante e sabonete na época, por medo. Tirei todas as conclusões pela internet, fuçava tudo. Na última ida da moça ao pronto-socorro, uma médica disse que ele deveria consultar um psiquiatra, pois seu problema era psicológico. Alba foi diagnosticada com ataques de ansiedade. O supervisor do programa de ansiedade do Instituto de Psiquiatria da USP Luiz Vicente de Mello explica que o medo desencadeia as histaminas, substâncias que nos defendem dos corpos estranhos que nos atacam. Há relação entre o sistema de alergia e o de emoção. Quem é muito tenso desenvolve sintomas físicos, somáticos. Hoje, os ataques de Alba cessaram e ela frequenta o especialista uma vez por semana. As buscas na rede diminuíram, mas o fácil acesso ainda lhe parece tentador. Meus pais e meu médico me proibiram de entrar na internet para procurar doença. Tento não fuçar muito, mas ainda olho, entrega.

Mello afirma que as pesquisas on-line devem ser criteriosas. Sites confiáveis, ligados a faculdades, ajudam a esclarecer. Já os alternativos podem fornecer informações errôneas e quem não conhece os termos técnicos pode confundir uma doença com outra e transformá-la em preocupação excessiva. No Brasil, 10% a 15% da população sofre de ansiedade, segundo dados do Instituto de Psiquiatria da USP, enquanto apenas 2% a 4% são hipocondríacos. Mas o interesse dos pacientes que sofrem desses dois distúrbios é o mesmo: descobrir se têm determinada doença. A ansiedade é tratada com antidepressivos e psicoterapia, enquanto a hipocondria, com terapia cognitiva comportamental.

"A consulta médica deve ser soberana, de acordo com o supervisor do instituto. O paciente não pode procurar nada sem avaliação clínica médica, senão é induzido a comprar remédios que podem fazer mal e ocultar uma doença mais grave".

O termo Cybercondria vem de "cyber" e "chondria", do grego, que se refere a desordem obsessiva. Foi criado em 2000, para designar a prática de chegar a conclusões precipitadas após a pesquisa de um sintoma de saúde. Passou a ser mais usado em 2002, quando uma pesquisa da Microsoft, que ouviu 1 milhão de usuários da rede para melhorar seu sistema de buscas, chamou os Cybercondríacos de "buscadores de saúde".

"O estudo sugeriu que o autodiagnóstico obtido por mecanismos de busca da web levava as pessoas a crer que sofriam de doenças graves".

Cerca de 2% de todas as consultas feitas na rede foram relacionadas à saúde e cerca de 250 mil usuários recorreram ao menos uma vez a medicamentos. Além disso, um terço dos entrevistados realizou buscas para explorar doenças graves. A Pew Internet & American Life Project concluiu que 6 milhões de pessoas entravam todo dia na rede atrás de conselhos médicos. Paralelamente, a empresa ouviu 515 funcionários e levantou que as buscas na internet têm o potencial de aumentar a ansiedade das pessoas sem formação médica. Cerca da metade interrompeu o trabalho para pesquisar doenças graves na rede ao menos uma vez, e um terço dos profissionais viu seu nível de ansiedade crescer ao aprofundar as buscas. 

Fonte: Folha de São Paulo

"PORTADOR DO HIV GANHA AÇÃO DE DANOS MORAIS POR TER AUXÍLIO DOENÇA SUSPENSO PELO INSS"


A Primeira Turma Especializada do Tribunal Regional Federal  da 2ª Região (TRF2) confirmou decisão que garante indenização para um enfermeiro, que é portador dos vírus HIV e HPV. O INSS terá de pagar por danos morais, em razão de ter suspendido o auxílio-doença do trabalhador, mandando-o retornar ao serviço. O profissional de saúde ajuizara ação na Justiça Federal de Volta Redonda, que ordenou a conversão do auxílio-doença em aposentadoria por invalidez.

Ao tomar conhecimento do processo judicial, o INSS cessou o pagamento do auxílio ao enfermeiro, que pediu em juízo a reparação por danos morais. A primeira instância não concedeu a indenização e, por conta disso, o autor da causa apelou ao TRF2. Inconformado, o INSS agravou, pedindo a reconsideração da medida, mas a Primeira Turma Especializada decidiu manter sua posição.

Em suas alegações, o segurado sustentou que era submetido a constantes perícias médicas, nas quais teria passado por vários constrangimentos, pois, todas as vezes, era obrigado a declarar publicamente sua condição de saúde. Além disso, ele argumentou que, ao ter o auxílio-doença suspenso pela Previdência, e estando sem condições de retornar ao trabalho, ficou sem sua única fonte de rendimento.

Na primeira instância, o juiz concluiu, com base nos laudos juntados ao processo, pela incapacidade  permanente do trabalhador. Já na apelação, o relator do processo, juiz federal convocado Aluísio Gonçalves de Castro Mendes, entendeu que o INSS fora negligente, porque o enfermeiro, com o sistema imunológico comprometido e trabalhando em hospital, estaria exposto ao perigo de contrair uma infecção ou outra doença se voltasse ao serviço: Além do mais, o retorno a suas atividades laborativas poderia colocar em risco a saúde de seus pacientes, ponderou o magistrado. 

O PRECONCEITO É O VENENO DA SUA ALMA!


Sou um vírus maldito e contagioso que corre nas suas veias. 

Sou uma droga devastadora que intoxicou sua mente. 

Sou a essência da sua crueldade e do seu ódio covarde. 

Sou a razão do seu fracasso, da sua solidão. 

Sou o mentor da sua violência, auto destruição e extinção. 

Sou a sua existência mesquinha, egocêntrica e intolerante. 

Sou uma herança imortal, porque você me perpetua. 

Sou fruto do seu desejo, da sua vontade, da sua escolha. 

Sou reflexo da sua hipocrisia, do seu caráter, da sua índole. 

Sou suas atitudes, seus sentimentos, seus conceitos. 

Sou o seu preconceito, o veneno da sua alma! 

(Se sua alma não foi e não está envenenada, não se ofenda. Simplesmente ignore!) 

Por: Alexandre Gonçalves de Souza

ADESÃO AO TRATAMENTO, VEJA E OUÇA COM ATENÇÃO!


Muto melhor do que o tão famoso "ouvi falar", é poder ouvir e ver o que as pessoas que efetivamente "vivem com hiv" tem a dizer. Dessa forma muitos exageros são descartados e você verá que, apesar de tudo que envolve o HIV, conviver com o vírus pode e deve ser algo "simples", até porque as "complicações" começam no exato instante que você "complica tudo". Pode acreditar!

No vídeo, preste atenção na última participação da enfermeira "Wandiza", onde ela diz: "Quem vai saber como se adequar a medicação, É VOCÊ QUE ESTÁ TOMANDO. Junto com os critérios que o(a) médico(a) vai passar". Ela "resume" em poucas palavras o mais importante, e repete o que tenho dito e insistido aqui no blog à todos(as), que o "seu exemplo" de como lidar/encarar o HIV, É VOCÊ MESMO!