“Governo e sociedade civil debatem em Brasília novos mecanismos para melhorar benefício previdenciário das pessoas com HIV E AIDS”.
Representantes das pessoas vivendo com HIV e AIDS estiveram nessa terça-feira, 17/01/2012, na sede do Ministério da Previdência Social, em Brasília, para dar continuidade as discussões sobre as demandas relacionadas aos benefícios previdenciários para soropositivos. Os ativistas querem que a perícia médica entenda melhor o que é viver com HIV e AIDS frente à sociedade e ao mercado de trabalho. O grupo debateu propostas para tentar minimizar as demandas relacionadas com as altas médicas e o retorno de soropositivos, sem condições de trabalhar, ao mercado laboral.
Mas também há o outro lado, conforme explica Renato da Matta, da Rede Nacional de Pessoas Vivendo com HIV e AIDS (RNP+) - Núcleo Rio de Janeiro. “Está em andamento uma proposta de que caso o trabalhador esteja realmente inapto para o trabalho, a empresa deverá comprovar tecnicamente, por meio de laudos de medicina do trabalho e pericias técnicas, a incapacidade do trabalhador”, disse. Foi sugerido também ao Ministério a criação de um centro de referência em cada Estado para avaliação das demandas relacionadas ao HIV/AIDS. Renato acredita que este seria um canal direto das ONG'S/AIDS que recebem as demandas das pessoas vivendo com HIV com a Previdência Social.
Participaram do encontro representando o Governo, o procurador federal do INSS, André Macedo; o diretor de regime geral da Previdência Social, Rogério Negamine; a coordenadora de reabilitação profissional da Diretoria de Saúde do Trabalhador, Tânia Martins; e o médico perito do INSS, Elielson Alexandre. Representando a sociedade civil, estiveram Josimar Pereira, do Grupo Pela Vidda de Niterói; e Renato da Matta, da Rede Nacional de Pessoas Vivendo com HIV e AIDS (RNP+) - Núcleo Rio de Janeiro.
Veja a seguir todas as propostas e discussões apresentadas:
• Inclusão da CIF – Classificação Internacional de Funcionalidade, na avaliação médico-pericial, que será regida e analisada por multiprofissionais, como assistentes sociais, psicólogos, médicos do trabalho, terapeutas ocupacionais, fazendo parte integrante da Lei 8.213;
• Reestruturação dos CRP’s (Centros de Reabilitação Profissional), que estão sendo desmembrados em consonância com as atuais demandas e políticas institucionais existentes, onde o Ministério da Saúde passará a participar do processo de reabilitação, na área de saúde, e a Previdência na área colaborativa;
• A criação de um Grupo de Trabalho (GT) composto pelos membros presentes para acompanhar a evolução das propostas apresentadas;
• O retorno do GT em março de 2012, para analisar e consolidar todas as sugestões encaminhadas, relacionadas à Consulta Pública em HIV/AIDS, ocorrida em setembro de 2011, retornando para nova consulta pública;
• A possibilidade de novas vagas para complementação dos quadros deficitários de servidores da Previdência Social, com novos Agentes/Técnicos Previdenciários, Médicos Peritos;
• Buscar reduzir o tempo para avaliação médico-pericial no Sul do Brasil, com a implementação do novo modelo de perícia médica, aprovação e contração dos novos médicos peritos aprovados em concurso público;
• Criação de um modelo de laudo médico específico para AIDS, em conformidade com a proposta apresentada na reunião da CNAIS (Comissão Nacional de DST, Aids e Hepatites Virais) em novembro de 2011, em Brasília;
• Divulgar nas APS – Agências da Previdência Social, informes sobre HIV/AIDS, informando dos deveres e direitos dos doentes de AIDS nos dias atuais, e promover nas agencias o fique sabendo e a prevenção, juntamente com o Ministério da Saúde – Departamento de HIV/AIDS e Hepatites Virais;

1 comentários:
Olá Lele Legal 100%.
Eu não postei seu comentário, pois o mesmo continha O SEU TELEFONE e isso poderia lhe causar aborrecimentos com pessoas mal intencionadas, mas responderei suas perguntas abaixo.
Quanto ao HPV, você precisa conversar direta e francamente com a médica que está acompanhando seu tratamento, e dizer a ela o mesmo que disse aqui sem medo, mostrando-lhe toda a sua preocupação com o resultado do tratamento. Seja franco e lhe peça que explique com detalhes porque este problema (segundo duas palavras) está se complicando. A médica TEM OBRIGAÇÃO de lhe dar as respostas corretas, inclusive SOMENTE ela pode fazer isso já que é quem realiza seu tratamento e conhece o seu prontuário de saúde, ok.
Quanto ao benefício do INSS, o primeiro passo é você conversar a respeito com o(a) seu(sua) INFECTOLOGISTA, pois é através de um laudo fornecido pelo(a) mesmo(a), ATESTANDO QUE VOCÊ ESTÁ INCAPACITADO PARA TRABALHAR, que poderá requerer junto ao INSS o benefício. Tente também se orientar a respeito com um(a) assistente social no local onde realiza seu tratamento, ok?
Faça isso, converse com os(as) médicos(as) que certamente você terá as orientações corretas para poder resolver estes assuntos.
Abraços
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