PORTADORAS DO HIV PODEM TER FILHOS SAUDÁVEIS SIM!



“O Ministério da Saúde oferece suporte para que mulheres com hiv/aids realizem sonho de ser mãe com pequenas chances de transmissão vertical do vírus”

O desejo de ser mãe é um sonho para muitas mulheres. Esse sonho vale também para mulheres soropositivas, já que toda pessoa, independentemente de viver ou não com hiv/aids, tem direito de decidir se quer ter filhos ou não, quantos e em que momento da vida. O acesso universal ao tratamento do hiv/aids possibilitou um novo cenário para mulheres com o vírus que desejam se tornar mães. A queda nas taxas de transmissão vertical (de mãe para filho) do HIV é uma realidade que anima as soropositivas.

As tecnologias atualmente disponíveis e recomendadas no Brasil são capazes de reduzir o risco de transmissão vertical para menos de 1%.

Entre 2008 e 2009, cerca de 6 mil mulheres que sabidamente viviam com hiv/aids engravidaram. Havendo desejo de paternidade ou maternidade, é necessário estabelecer um planejamento conjunto. Para aqueles casais que desejam ter filhos pelos métodos naturais, é importante não ter infecções genitais (como, por exemplo, DST), apresentar estabilidade imunológica, boa adesão ao tratamento e carga viral indetectável. No Brasil, aproximadamente 80% das pessoas com hiv/aids se encontram na faixa etária reprodutiva.

Esther Vilela, coordenadora do departamento de Saúde da Mulher do Ministério da Saúde, explica que as mulheres que se encontram nessa situação podem contar com o Sistema Único de Saúde (SUS). Hoje, o hiv/aids não é uma doença que mata como antes. Há condições de monitorar essa gravidez, apesar de ser de alto risco. A medicina lida com isso e tenta levar o máximo de segurança possível a essa mulher. Se forem tomadas as medidas necessárias, a transmissão vertical é reduzida bastante, afirma. De acordo com a coordenadora, o SUS hoje conta com cerca de 200 maternidades habilitadas de alto risco. As mulheres com hiv/aids e outros problemas de saúde mais complexos são acompanhadas nessas unidades. No plano de ação da Rede Cegonha estamos fazendo um desenho da rede, para que os médicos encaminhem as mães para as unidades mais próximas. O corpo de profissionais nessas unidades é maior e tem mais especialistas, aponta Esther Vilela.

Etapas: A primeira coisa a fazer para decidir sobre a gravidez nesses casos é conversar com o(a)  médico(a) do Serviço de Assistência Especializada em HIV/Aids (SAE) que realiza o acompanhamento da mulher. Ele(a) vai avaliar a condição imunológica dela para planejar o melhor momento clínico para que a gravidez ocorra com menos risco de transmissão para o bebê. Se as condições estiverem favoráveis e for comprovada a ausência de Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST), o(a)  médico(a) vai conversar com a mãe e o pai para decidirem a forma da concepção. De acordo com Andrea Rossi, consultora técnica do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde, a orientação mais fácil e sem riscos para casais sorodiscordantes (quando apenas um é portador do hiv) é a auto-inseminação. Com a coleta do sêmen masculino, a mulher pode introduzi-lo na vagina por meio de uma seringa. Isso não traz riscos para o parceiro, afirma. Para os casais soroconcordantes (quando ambos são portadores do hiv), a orientação é que tenham relação sexual apenas em período fértil.

Caso a mulher siga todas as orientações, faça o acompanhamento pré-natal, tome antirretrovirais durante a gestação e na hora do parto e não amamente o bebê após o nascimento, reduzirá em até 99% o risco de transmissão do hiv. Isso depende da total adesão às recomendações

Perto do nascimento, o(a)  médico(a) vai avaliar e escolher a via de parto mais aconselhável, e vai depender de uma série de fatores como a situação clínica da mulher, se ela tem outra doença e se está com DST. No entanto, a prática mais segura, em todo caso, é a cirurgia cesariana.

“Todos os procedimentos, bem como os medicamentos antirretrovirais, são oferecidos pelo SUS”.

As recomendações médicas são: o uso de remédios antirretrovirais combinados na grávida e no recém-nascido, o parto cesáreo e a não amamentação. O uso de medicamentos durante a gravidez é indicado para quem já está fazendo o tratamento e para a grávida que tem hiv, não apresenta sintomas e não está tomando remédios para hiv/aids. Nesse caso, o uso dos antirretrovirais pode ser suspenso ao final da gestação. Essa avaliação dependerá os exames de laboratório (CD4 a Carga Viral), de seu estado clínico e deverá ser realizada, de preferência, nas primeiras duas semanas pós-parto, em um Serviço Especializado (SAE).

Diagnóstico durante o pré-natal: A testagem para hiv é recomendada no 1º trimestre. Mas, quando a gestante não teve acesso ao pré-natal adequado, o diagnóstico pode ocorrer no 3º trimestre ou até na hora do parto. As gestantes que souberem da infecção durante o pré-natal têm indicação de tratamento com os medicamentos para prevenir a transmissão para o feto. Recebem, também, o acompanhamento necessário durante a gestação, parto e amamentação. A mãe que tem o vírus não deve amamentar o bebê, porque há risco de transmissão do vírus da mãe para o filho.

Gravidez depois do diagnóstico: Além de ser um direito garantido por lei, as mulheres soropositivas podem ter uma gravidez tranquila, segura e com muito baixo risco de que seu bebê nasça infectado pelo hiv, caso faça o correto acompanhamento médico e siga todas as recomendações e medidas preventivas explicadas acima. A informação de que a vacina contra o vírus da gripe H1N1 pode indicar um "falso positivo" para hiv assusta muita gente, principalmente as grávidas, já que esse é um dos exames realizados no pré-natal. No entanto, não é motivo para pânico. Segundo o Ministério da Saúde, esses casos são raros e podem acontecer em até 30 dias após a vacinação. O motivo é que o imunizante contra a gripe aumenta a produção de um anticorpo no organismo, chamado igM, que pode ou não provocar essa alteração no resultado. As grávidas não precisam se alarmar. O primeiro passo é falar com o(a)  médico(a) que a acompanha e já pedir uma nova coleta de sangue, o que pode ser feito imediatamente, diz Durval Costa, infectologista do Nupaig, núcleo da Unifesp especializado em patologias infecciosas na gravidez. O especialista alerta, ainda, que durante a gravidez, independente da vacina, a mulher pode ter um resultado falso positivo. Isso não quer dizer que a gestante tenha a doença. Os hormônios que são liberados durante a gravidez podem, sim, alterar resultados de outros exames, e não só para hiv, mas para outros, como o de sífilis, afirma.

Quando a mulher grávida deve fazer o exame para detectar HIV? O ideal é que o exame seja feito ainda no primeiro trimestre da gravidez. A exceção, é claro, fica para as mulheres que descobrem estar grávidas a partir do quarto mês, por exemplo. De qualquer maneira, o teste deve ser refeito no último trimestre, mesmo que o primeiro tenha sido negativo. O exame consiste em uma sorologia que vai detectar não apenas o hiv, mas também sífilis, toxoplasmose, rubéola e citomegalovírus. Todos esses são garantidos gratuitamente para as gestantes. No caso de HIV são dois exames diferentes: o Elisa, que procura no sangue do indivíduo os anticorpos que, naturalmente, o corpo desenvolve em resposta à infecção pelo hiv, e o Western Blot, que é mais sensível e define, com precisão, a presença de anticorpos anti-HIV no sangue. No entanto, como é mais complicado e exige condições técnicas mais avançadas, só é utilizado como confirmação do Elisa.

Como deve ser o pré-natal da mulher que já sabe que tem o hiv? Ela deve tomar o antirretroviral durante toda a gestação, mesmo que nunca tenha precisado do remédio anteriormente. Isso deve ser feito para diminuir os riscos de transmitir o vírus para o bebê. O parto é o momento de maior risco de transmissão, já que é quando há contato entre o sangue da mãe e do filho. Nesse momento, a mulher também deve tomar o antirretroviral prescrito pelo(a) médico(a) e o bebê, durante as primeiras 6 semanas de vida, também precisa tomar o medicamento, sempre de acordo com a prescrição médica. Isso faz com que o risco de o bebê contrair o vírus fique abaixo de 1%.

A mulher com HIV pode amamentar? Não! O leite materno é um dos transmissores do vírus, mesmo para aquelas mulheres que tomaram todos os cuidados durante a gestação e o parto. Uma recomendação dos(as) médicos(as), inclusive, é que a mulher tome um remédio para inibir a produção de leite depois que o bebê nasce.

É verdade que as gestantes têm mais risco de contrair e transmitir o HIV para seus parceiros. Isso realmente pode acontecer? Durante a gravidez a mulher tem alterações naturais em sua imunidade. Com isso, ela poderia, sim, ter mais chances de contrair o hiv, assim como ela apresenta mais problemas dermatológicos, por exemplo.

FONTE: MINISTÉRIO DA SAÚDE

20 comentários:

Anônimo disse...

parabéns pela sua iniciativa. que Deus lhe abençoe, leio todos os dias.

Alexandre disse...

Obrigado e um abraço!

Anônimo disse...

Ola Alexandre! Parabens pelo seu trabalho nos insentiva muito,Alexandre tenho muitas duvidas que talvez vc pudesse me ajudar,sou soro positivo ,moro no RJ, ja fiz algumas pesquisas de inseminacao mas vi que aqui nao tem pelo sus,sou casada a 13 anos,ele e saudavel,mas temos um sonho ter ter 1 filho e nao tenho condicoes de pagar a inseminacao particular pois aqui e muito caro,sera que vc poderia me orientar como devo proceder? por favor?
Desde ja te agradeco muito.
abraco...

Anônimo disse...

Alexandre caso queira me responder por email sera melhor,mas nao divulgue o meu email por favor.
simone
Obrigada...

Alexandre disse...

Oi Anônima, como você postou com a opção de "anônimo", o seu e-mail não foi divulgado, ok?

Anônima, a única e melhor orientação é a que o seu INFECTOLOGISTA poderá lhe passar, até porque é ele quem irá também acompanhar sua possível gravidez.

Converse com o seu marido e vá junto com ele nas suas consultas com seu médico. Exponham o desejo de vocês terem um filho, que com toda a certeza o mesmo lhes informará e orientará sobre todos os detalhes e procedimentos para que vocês tenha seu bebê "livre do hiv", ok?

Abração

Anônimo disse...

oieee quero muito passar a vcs minha experiencia tenho hiv a sete anos eu e meu marido e hj temos um filho de dois anos saudavel perfeito inteligente as professoras na escola se surpreendem com a inteligencia dele fiz todo o tratamento adequado tomei o medicamento durante a gravidez meu parto foi cesariana pq optei pela cesaria poderia mesmo ter feito parto normal pq minha carga viral estava indetectada mas preferi a cesariana meu filho e lindo grande forte se alimenta muito bem uma crianca completamente normal tenho muito orgulho dele e de mim mesma entao vc que quer ser mae e é soro positiva nao desista vai a luta se cuida faca sempre o tratamento certo q td vai dar certo boa sorte a vcs que estao tentano ser mamae !!! sou de santa catarina blumenau!!!

Alexandre disse...

Oi. Muito obrigado pelo seu depoimento e parabéns pela família. Certamente suas palavras ajudarão e incentivarão muitas pessoas.

Abração

justiceira do litoral disse...

Boa tarde Alexandre. Tenho 29 anos e descobri o sou HIV+, descobri fazendo exames do pré - natal, sim estou grávida de 5 meses, estou tomando os remédios minha carga viral é mto baixa minha médica acredita que agora quando fizer o exame de cv e cd4 vou nagativar. Mas a real é que não contei pra ninguém nem para o pai do bb não tenho coragem, me sinto mto só, tô com medo é tudo novo pra mim,. Não sei o que fazer!!! Obrigada por poder falar para alguém.

Alexandre disse...

Boa tarde. Eu entendo seus medos mas acredite...seguindo corretamente as orientações da sua médica, seu bebê nascerá livre do hiv.

Quanto a sua decisão de não contar a ninguém, eu lhe peço desculpas mas não posso e nem tenho o direito de opinar sobre a "sua vida pessoal". O máximo que posso fazer é lhe dar algumas sugestões para você analisar e verificar se alguma pode de alguma forma lhe ajudar.

Sugiro que converse com sua médica a respeito, peça sua opinião e o que ela pensa sobre levar seu marido às suas consultas, pois inevitavelmente ele terá de saber por razões óbvias e até para que verifique se também é portador do hiv, e se tratar.

Sei que várias coisas passam pela sua cabeça, mas em certas horas devemos tentar pensar com a razão e evitar se culpar e/ou culpar os outros, já que isso não mudará nada e não a ajudará também em nada.

Sugiro também que converse com um(a) psicólogo(a) que a ajudará no "emocional".

O tratamento, assim como o "emocional" são peças importantes para que você supere tudo e também para que tenha uma gravidez tranquila e um bebê com saúde.

Abraços e força!

Anônimo disse...

Ola Ale..amo seu blog..descobri se soro positiva ha 5 anos, iniciei o tratamento tem 6 meses, tem sido muito dificil as reaçoes dos medicamentos, + eu to tomando direitinho..tbem nao contei p minha familia, ja tenho 34 anos e tbem penso as vezes em ter um filho+ tenho muito medo, principalmente pq os metodos são arriscados..porem vendo depoimentos vejo k é possivel...moro em Rio Branco- Ac

Alexandre disse...

Oi. Vá com calma e deixe tudo correr conforme o "seu próprio tempo", aos poucos você sentirá menos medo e mais certeza que sua vida seguirá normalmente e seu "corpo, sua saúde" vão lhe mostrar isso. Ter filho é totalmente possível e os métodos não são tão arriscados assim, basta que você seja "orientada por um ginecologista e um infectologista e siga suas orientações corretamente".

Anônimo disse...

Aexandre, sempre fazia testes de HIV e sempre dava negative, conheci um cara, entao meu marido, casamos e logo engravidei. fui fazer teste vem HIV+. foi mto dificil pra mim, mas a primeira coisa k fiz, apos ter os resultados foi lhe contar. Ele me consolou bastatnte e foi meu apoio. E bobagem nao contar, pk em algum momento se for a medicar, fica dificil seconder de seu esposo. Ai a coisa pode ficar feia. O meu bebe nasceu saudavel, fiz questao que fosse cesaria, e hoje ele tem 3 ano e ta lindo. O mais dificil foi nao amamentar, pork moro numa cidade pequena, e vinha muita gente me visitar e perguntavam sempre porque nao amamento, e eu dizia que o leitenao saiu(na verdade as primeiras 48horas apos o parto o leite nao saiu mesmo. Isso foi o meu alibi. Confesso que Deus me ajudou, apesar de k ja tinha decidido nao amamentar de kualker jeito, pk em primeiro lugar esta a vida do meu filho e nao os comentarios das pessoas)

Alexandre disse...

Anônima, viva sua vida ao lado das pessoas que você ama e a amam. Esqueça, ignore os comentários "dos outros" porque se você pensar bem os rumos da sua vida "não dependem e jamais dependerão dos outros", MAS SIM DE VOCÊ E DAQUELES QUE ESTÃO E SEMPRE ESTARÃO AO SEU LADO.

aBRAÇOS

Anônimo disse...

Oi justiceira. Eu compreendo a tua situação. Mas ele é o pai do teu filho. Você nao sabe se ele é portador ou não. Sem contar que ao omitir isto você poderia estar a deixa-lo a morrer aos poucos sem k ele saiba. Melhor seria contar-lhe e depois cabe a ele mesmo s t ama d verdade vai t apoiar. Eu sei o k digo, vai por mim... sei k não é fácil mas mas é o correcto. Bj e mta força ai...

Anônimo disse...

Oi Alexandre, adoro o teu blog. É sinal k existem pessoas k percebem sobre esta doença.
Queria aproveitar para deixar a minha experiência pra todos vocês... será muito longa a minha história mas de certeza que servirá pra alguma coisa...
Eu sou de Moçambique (África), de 23 anos de idade e portadora de HIV a um ano e meio.
Eu namorava um cara de 10 anos de diferença comigo, desde 2010 a 2012 que no início da relação me enganou dizendo k era solteiro. Com o tempo descobri k ele vivia c a noiva! Afastei-me dele mas depois de algum tempo voltamos e ele jurava k era comigo k keria ficar, inclusive dizia isso a própria noiva! Logo de seguida fiquei grávida mas algo dentro d mim dizia-m pra não deixar akela criança vir ao mundo, mesmo sabendo k ele ja keria ser pai.
Uma vez do nada ele acordou c umas pintinhas d cor rosa por tdo corpo, redondinhas... acompanhei-lh ao médico, pediu teste de HIV e deu negativo...uma semana depois akilo passou. Eu tratei do meu assunto, fui a uma enfermeira indicada por uma amiga minha pra interromper a gravidez e pra tal usou uma espátula pra fazer uma ligeira raspagem! Logo na semana seguinte a noiva anuncia k também estava grávida, não foi fácil receber akela notícia e ver-lh muito feliz por kerer akele filho...mas mesmo assim continuei com ele pork gostava mesmo dele.
Eu ainda estava c últimos sangramentos do primeiro período após o aborto e transamos sem camisinha... dias depois ele tinha uma burbulha pequena no pénis e mesmo assim transamos dnovo sem camisinha. Logo em seguida eu comecei com umas irritações na minha "menina", muitas feridinhas pareciam akelas imagens k mostram nos hospitais como fica a zona genital quando tem uma DTS/Sífilis. Fomos os dois fazer testes e deu negativo pra DTS/Sífilis assim como HIV. Deram-nos injecções mas mesmo assim akilo passava e depois d algum tempo voltava! De seguida ele foi trabalhar fora por duas semanas e quando voltou pediu pra conversar comigo, contou-m k tinha s envolvido c uma miuda d 16 anos pouco tempo antes d nós termos voltado e k ela e a mãe dela procuraram por ele pra dizer k ela estava grávida! !!.....

Anônimo disse...

...procuraram por ele pra dizer k ela estava grávida!!! Eu fikei passada ao ouvir akela notícia, quer dizer k ele engravidou-nos a todas quase ao mesmo tempo e pós em risco a nossa saúde! Depois d mais um mês ele keria fazer um financiamento ao banco pra comprar um apartamento pra pôr la a noiva, dizia k keria viver sozinho por um tempo pork a família das duas estavam a fazer pressão pra casar. Eu comecei afastar-m dele aos poucos, percebi k tinha m metido num rolo de problemas sem fim... comecei a "ficar" com um moço mais velho k eu 7 anos e parecia-m alguém mais responsável k o outro, era um homem k m apoiava em tdo e mto meu amigo, apesar d gostar d mim aconselhava-m a deixar akela relação por ser d risco, senti-m mto atraida por ele e nos envolvemos mesmo. Pediu k eu fizesse teste d HIV e eu disse k nao precisava, mostrei-lh o teste k eu tinha feito a menos d um mês... atransamos por três vezes sem camisinha. Logo num belo dia, eu estava c o meu novo namorado a namorar, vejo chamadas insistentes do meu ex, e mandou depois uma mensagem a pedir pa k eu o retornasse logo k possível e k era urgente, fikei preocupada pensando k fosse algum acidente ou algo do género, ja k normalmente sempre k acontecesse coisas assim ligava pra mim ao em vez d ligar pra noiva! Foi então quando eu liguei pra saber e ele contou-m pelo cel k por causa dos seguros pra comprar o imóvel pediram-lh o teste d HIV recente, afinal ja tinham passado 3 meses depois do último teste k tinha feito, e k foi positivo. Naquele momento meus amigos, eu fikei desnorteada, perdi o chão completamente! Desliguei o cel e contei ao meu namorado, ele nem keria acreditar nakilo, achava k o outro estava a usar um truke pra eu ficar c pena e voltar pra ele. Mas pra mim ele falava a verdade pork sei quando é k ele esta a brincar. Pedi ao meu namorado pra levar-m a clínica pra eu voltar a fazer o teste. Depois d mta insistência ele acompanhou-m e fizemos. Na hora dos resultados o enfermeiro nao conseguia olhar pra os nossos olhos...

Anônimo disse...

...o enfermeiro nao conseguia olhar pra os nossos olhos... fomos ate ao carro, abrimos quase ao mesmo tempo. Ele gritou tanto d alegria quando viu k o exame dele era negativo e eu simplesmente perdi palavras e nem s ker caiaram-m lágrimas nakele momento depois d tanta reza, simplesmente fikei gelada, uma sensação inexplicável! Ele quando s apercebeu abraçou-m mto forte e eu via dentro dos olhos dele k nakele momento ele fikou confuso. ..fui pra outra clínica e deu novamente positivo, ai sim, chorei tanto e por raiva dakele homem k brincou c os meus sentimentos e c a minha saúde. Eu acaba d sair d casa pra viver c umas amigas. Graças a Deus, mandou este homem k esta comigo ate hoje pra m proteger. Foi um anjo k veio na hora certa e no momento certo, pork pra mim a minha vida ja tinha terminado nakele momento e pensava ate em suicidar-me. Hoje eu e ele tamos a viver juntos, ele faz o teste d 6 em 6 meses, eu ja comecei a medicar-m, antes estava c cd4 400 e poucos, quase abaixo do normal e hje tou c 630 :-). Espero continuar a subir mais ainda pork pretendo ter filhos. Faço ginásio quando posso e pork sou assiste de bordo da nossa companhia aérea o trabalho e triplicado nao tenho k m esforçar la tanto. Sou feliz e nao preciso de contar a mais ninguém so eu, ele, minha mae e dois amigos íntimos k tem nos ajudado bastante pork sao ligados a medicina. Ainda vou aos psicológicos uma vez a outra, procuro m alimentar bem, fazer a medicação direito e nao m aborrecer fácil... No inicio nao foi nada fácil, infelizmente a medicina ca em África especialmente Moçambique esta muito retardada comparando c os outros continentes.
Do outro afastei-m completame
nte e nem kero saber. Soube k as duas tiveram os bebés e uma vez ele e a noiva fizeram uma viagem e no meu voo, ele esta aparentemente bem e ate ganhou peso, soube k também andou em psicólogos. Nao sei s duas sao seropositivas ou não simplesmente nao kero saber. Tdo isto serve pra dar mta força a qualquer um k seja portador e k sonha tornar-s mãe. Eu ainda sonho e tenho fé k serei mãe e voltarei pra contar-vos. Eu cai nesta por falta de informações sobre esta doença e não gostaria k acontecesse c ninguém mais... Fikem bem e lembrem-s k a vida e unica e curta d qualquer jeito. ;-)
Muito obrigada pela oportunidade Alexandre.

Alexandre Gonçalves de Souza disse...

Anônima, obrigado por compartilhar a sua história de vida. Tenho certeza que você é e continuará sendo muito feliz.

Um grande abraço.

talita disse...

ola sou soro positivo a 5 anos eu e meu marido quando descobrir que era soro positivo foi quando minha filha nasceu ela ja estava com 1 ano de vida que meu marido ficou muito doente foi parar na cadeira do roda de tão fraco ai ele fez o teste de hiv descobrimos que ele era portador do virus hiv ai minha flha so tinha 1 ano de idade foi muito dificil saber que era possivel nossa filha ter tambem hiv imediatamente fizemos o teste a partir do momento que fizemos o teste tirei ela imediatamente do peito portanto nos eu fiz aquele teste rapido o meu deu positivo ai ela fez em seguida fico ate emocionada de escrever o dela deu (negativo)a pediatra deu naquele momento que e coisa de DEUS ter acontecido aquilo tirei naquele momento da amamentação naquele momento nem estava pensando em mim so na minha filha ela passou por 1 ano e meio no SAE a cada vez que ela fazia exames de sangue para ver se ela tinha algum virus do hiv era um nervosismo para mim e meu marido cada vez era uma vitoria de ela nao ter contraido no penultimo e no ultimo exame a media pediatra muito boa disse coloquem a mão para o ceu e agradeça a deus a filha de voces e a criança mais saudavel que conheci um milagre de DEUS aconteceu na vida de voces ,isso foi o tanto que pedimos a DEUS e A NOSSA SENHORA APARECIDA que cuidasse dela da minha filha .(QUANDO ESTAVA GRAVIDA MINHA MEDICA DO PRE-NATAL NAO FEZ TESTE DE HIV EM MIM PORISO QUE NÃO DESCOBRIR E NEM MEU MARIDO SABIA QUE ELE JA TINHA HIV SO SOUBE QUANDO MINHA FILHA JA ESTAVA COM 1 ANO QUE ELE FICOU MUITO DOENTE MAIS HOJE ELE ESTA MUITO BEM DE SAUDE E MINHA FILHA GRAÇAS A DEUS E NOSSA SENHORA)essa e minha vida nada na vida e impossivel.

Alexandre Gonçalves de Souza disse...

Boa tarde Talita. Obrigado pelo seu depoimento, e tenho certeza que vocês estão e serão sempre felizes.

Abração!