Um em cada oito usuários de drogas vive com HIV e mais de 50% com HEPATITE C!


Cerca de 29,5 milhões de pessoas tiveram problemas com drogas e transtornos relacionados ao seu uso, incluindo a dependência. Em 2015, pelo menos 250 milhões de pessoas consumiram essas substâncias. No estudo publicado nesta quinta-feira (22/06/2017) foi constatado que 0,6% da população adulta global foi afetada. Os prejuízos causados pelos opioides representam 70% do impacto negativo do uso de drogas na saúde.

"Segundo o Relatório Mundial de Drogas 2016, a hepatite C afetou mais da metade dos usuários de drogas injetáveis: 6,1 milhões foram afetados, de um total de 12 milhões, e ainda de acordo com o documento, um em cada oito usuários de drogas, ou 1,6 milhão de pessoas, vive com o HIV".

Falando à ONU News, de Genebra, o vice-diretor executivo do Programa Conjunto da ONU sobre o HIV/Aids, Luiz Loures, revelou que a epidemia entre os usuários das drogas atrasa o combate da doença. "Continua crescendo no momento em que observamos queda nas taxas de HIV/Aids em muitos países inclusive em países africanos muito afetados. Essa não é a realidade entre pessoas que injetam drogas principalmente na Europa do leste, Isso é um desafio para que cheguemos ao fim da epidemia em 2030. No ano de 2011 tivemos por volta de 115 mil infeções. Em 2015 esse número já era de quase 160 mil. Está havendo um crescimento que de alguma forma está na contramão da tendência geral em relação à epidemia de HIV".

No relatório, o Escritório da ONU sobre Drogas e Crime, Unodc, aponta também problemas relacionados ao uso de anfetaminas. O Unodc revela que o mercado de novas substâncias psicoativas é ainda relativamente pequeno, mas os usuários desconhecem o conteúdo e a dosagem, o que representa grande perigo a sua saúde. "O documento destaca que 2014, entre um quinto e um terço das receitas de  grupos de crime organizado transnacional vieram da vendas de drogas".

As comunicações móveis são vistas como oportunidades para os traficantes, já que podem ter acesso a programas específicos que permitem aos usuários comprar as drogas de forma anônima. "As transações aumentaram cerca de 50% ao ano entre setembro de 2013 e janeiro de 2016". O estudo indica que os compradores são usuários de "canabis, ecstasy, cocaína e alucinógenos para recreação".
O documento relata a prevalência do uso de canabis em usuários "com idade entre os 15 e os 64 anos". Os países lusófonos apresentam uma tendência de queda. "Por exemplo, Cabo Verde passou 8,1% em 2004 para 2,4% em 2012. Segue-se Portugal que passou de 3,6% em 2007 para 2,7% em 2012. O Brasil a taxa era de 2,6% em 2005 e passou para 2,5% em 2016".

Sobre os 20 anos do Relatório Mundial de Drogas, o diretor-executivo do Unodc,Yury Fedotov, destacou que há mais a ser feito para que sejam cumpridas as mais de 100 recomendações da sessão da Assembleia Geral que debateu o problema mundial das drogas.

FONTE: ONU

POSTOS DE SAÚDE DE TODO O BRASIL ESTÃO SEM KITS PARA REALIZAÇÃO DO TESTE/EXAME DE CARGA VIRAL DO HIV, IMPRESCINDÍVEL NO TRATAMENTO DAS PESSOAS QUE VIVEM COM HIV/AIDS!

Por: Camila Olivo

"Teste/Exame que detecta a carga viral no sangue não está sendo realizado desde o início do mês. Uma nota do Ministério da Saúde recomendou o racionamento dos testes nos centros de atendimento. Apenas grávidas e bebês recebem o serviço. O problema é mais um entre outras falhas na assistência a pacientes com HIV/AIDS".

Os kits para a realização de testes/exames de carga viral do HIV estão em falta em todo o país. Por causa do estoque baixo, o Ministério da Saúde pediu, no final de maio, que os serviços de atendimento suspendam os testes em pessoas que não sejam gestantes ou crianças de até dezoito meses.

O coordenador do Movimento Paulistano de Luta contra a Aids, José Araújo Lima Filho, critica a definição de um grupo prioritário entre os pacientes com HIV: "É colocado como prioridade esse grupo de gestante e criança, na realidade no intuito de amenizar a repercussão da falta desses kits. Mas isso não existe. Porque, na realidade, uma pessoa que chega no serviço de saúde com a doença, ele precisa imediatamente saber como está reagindo o corpo dele".

O Ministério da Saúde nega a falta de exames. A diretora do Departamento de Vigilância, Prevenção e Controle do HIV/ Aids, Adele Benzaken, diz  que a recomendação foi uma medida responsável: "Esse ruído, ele aconteceu porque nós, numa medida responsável, transparente e preventiva, soltamos uma nota técnica dizendo que a carga viral deveria ser priorizada para gestantes e crianças". Adele garantiu "que até o final de julho a situação será normalizada, com a finalização do processo de compra".

"Seis locais de atendimento procurados pela reportagem da CBN em São Paulo, disseram que não há previsão para o retorno dos exames. E nenhum mencionou a prioridade para grávidas ou crianças. O testes não são o único problema no atendimento a pacientes com HIV. Há reclamações de falta de medicamentos".

Como conta o coordenador do Fórum de Ongs Aids do Estado de São Paulo Rodrigo Pinheiro: "Principalmente nesses últimos seis meses que tá tendo faltas muito pontuais de medicamentos, que estão tendo um estoque estratégico de um mês. O ideal seria trabalhar com três meses".

Adele Benzaken nega a falta de medicamentos: "Nos últimos quatro anos, não faltou medicamento. O estoque pode ficar um estoque baixo". O Brasil tem até 2020 para atingir a meta da ONU: "De 90% das pessoas com HIV diagnosticadas, 90% seguindo o tratamento; e, entre as tratadas, 90% com carga viral indetectável".

"HERPES ZÓSTER (COBREIRO): O QUE É, CAUSAS, SINTOMAS, TRATAMENTO, PREVENÇÃO E VACINA"


O  herpes-zóster é uma doença causada pelo vírus da catapora ou varicela."Só teve ou terá herpes-zóster quem teve catapora".



Assim: a catapora é uma doença que todos conhecem e que a maioria das pessoas teve enquanto criança. Pois bem, depois que cura, o vírus que a causou, que pertence ao grupo dos vírus do herpes e se chama varicela zoster, pode ficar "escondido, encubado" em algumas células do sistema nervoso central, por anos e anos.

Quando a resistência (imunidade) daquela pessoa, por alguma razão, "diminui", estes vírus que estão escondidos nos nervos começam a se multiplicar. "Ressuscitam" de sua incubação e produzem as lesões, muito semelhantes às da catapora: "bolhinhas ardidas de água e muita vermelhidão na pele em volta", que vem seguindo o trajeto de um nervo. Por isso é muito comum o herpes-zóster surgir  na região das costelas, seguindo o trajeto dos nervos intercostais. "Dói e incomoda muito. Popularmente o herpes-zóster era chamado de cobreiro".

Todo mundo que teve catapora terá também herpes-zóster?

NÃO! Apenas 30% das pessoas desenvolvem o herpes-zóster em algum momento na vida. "Os idosos e as pessoas que tem algum tipo de imunossupressão são os mais susceptíveis a desenvolver o herpes-zóster".

O herpes-zóster é contagioso?

SIM! "As lesões são contagiosas pelo contato direto. Uma pessoa que encosta a mão nas lesões pode transmitir o vírus para outra pessoa susceptível, isto é, uma pessoa que não teve a catapora". Qual doença a pessoa susceptível pega? "A catapora. Exatamente".

O vírus é o mesmo e a pessoa susceptível desenvolve a catapora. "Importante saber que o herpes-zóster não é contagioso pelas vias respiratórias". Por isso, "pode-se ficar com alguém que esteja com herpes-zóster no mesmo ambiente, crianças inclusive, desde que, claro, não haja contato direto com as lesões". Importante saber que as "bolhinhas de água estão lotadas de vírus e, por isso é importante lavar muito bem as mãos com água e sabão depois de as encostar nestas lesões".

Quanto tempo dura o herpes-zóster?

Dura em média de 7 a 10 dias, "se a pessoa não tiver outros problemas concomitantes de saúde". Deixa de ser contagioso "quando as bolhinhas características sumirem e ficarem apenas as crostas em seu lugar". No entanto, "como o nervo foi acometido, muitas pessoas continuam a sentir dor no local muito tempo depois que as lesões já desapareceram por completo. Por isso o herpes-zóster é bastante desconfortável".

Existe vacina contra o herpes-zóster?

SIM! A vacina foi recentemente liberada pela Anvisa, "mas não está disponível no Sistema Único de Saúde (SUS), ela pode ser encontrada em laboratórios e hospitais particulares, e está basicamente indicada para pessoas com mais de 50 anos, pela maior chance da doença nesta faixa etária". Quem foi vacinado e mesmo assim tem o herpes-zóster tem uma vantagem: "a vacinação prévia diminui a intensidade das lesões, a dor local e principalmente a nevralgia, isto é, a dor intensa no nervo, que é a causa de grande desconforto. A vacina não está disponível pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Ela pode ser encontrada em laboratórios e hospitais particulares.



"Pesquisadores desvendam mecanismo da dor aguda no herpes zoster.  Descoberta aponta novo alvo para o tratamento, que pode usar substâncias já existentes no mercado"

Pessoas que desenvolveram herpes zoster e sofrem com um quadro de dores agudas ganharam um aliado no tratamento dessa doença. Pesquisadores do Centro de Pesquisas em Doenças Inflamatórias (Crid) "conseguiram desvendar o mecanismo que gera a dor aguda e que também contribui para o desenvolvimento de dor crônica nesses pacientes. O trabalho foi publicado na revista "Journal of Neuroscience" no início do mês.

(Imagem: ContraVir Pharmaceuticals)

Para estudar o mecanismo que gera essa dor, os pesquisadores utilizaram modelos de camundongos infectados com o vírus da herpes simples (HSV-1), cujo comportamento é semelhante ao do varicella zóster no ser humano. O camundongo não é suscetível ao varicella zóster, por isso usamos o HSV-1, que é da mesma família. Quando infectamos os camundongos, eles apresentam uma hipersensibilidade dolorosa, pois o vírus chega ao gânglio e promove uma inflamação nesse local.

Examinamos vários aspectos dessa inflamação local, como o infiltrado de células, que contém macrófagos e neutrófilos (células de defesa do organismo), e caracterizamos a resposta imune, contam os pesquisadores. Ao examinar a produção de mediadores inflamatórios, os pesquisadores observaram a ação de uma molécula específica, o fator de necrose tumoral (TNF). Ele é liberado pelas células do sistema imune e age nos receptores expressos pelas chamadas células gliais satélite, que envolvem o neurônio sensitivo. "Segundo eles, a pesquisa demonstrou que o TNF pode ser usado como um alvo no tratamento da dor herpética. Já existem, inclusive, substâncias no mercado que são usadas para bloqueá-lo".

Embora o controle da inflamação seja fundamental para a redução da dor aguda, "cerca de 40% dos pacientes permanecem sentindo dores por até muitos anos". Eles desenvolvem o que os pesquisadores chamam de "neuralgia pós-herpética, ou seja, dor crônica". Não se sabe muito bem a explicação para essa neuralgia pós-herpética. "Acreditamos que processos envolvidos na dor aguda levam à cronificação dessa dor. Então, se compreendermos a dor aguda, conseguiremos prevenir a pós-herpética".

Existem na literatura casos de pacientes, "geralmente portadores de doenças autoimunes, tratados com terapias bloqueadoras do TNF que se tornam menos suscetíveis ao desenvolvimento da dor pós-herpética". É óbvio que isso necessita de mais estudos clínicos, com uma população maior de pacientes, "mas é uma evidência que dá suporte para nossos achados e ainda abre uma perspectiva em longo prazo para casos de dor crônica no herpes zoster, dizem os pesquisadores".

FONTES: JORNAL DA USP - BEM ESTAR/GLOBO - DRÁUZIO VARELLA

"Entenda, através da palavra especializada do Dr. Ricardo Diaz, como funciona e o que é o tratamento antirretroviral contra a infecção pelo vírus HIV"

Muitas vezes e até insistentemente as pessoas preferem acreditar no que dizem o "Dr. Google e os Pseudos Especialistas Fakes" espalhados pela internet a respeito da infecção e do tratamento da infecção pelo vírus HIV, e claro, interpretam erroneamente as informações, além de se influenciarem negativamente pelas opiniões sem conhecimento algum dos "doutores fakes". Bem, se você quiser e tiver interesse em obter informações corretas sobre este assunto, sugiro que assista na íntegra o vídeo abaixo. Mas se quiser continuar acreditando e dando atenção ao "ouvi dizer", a escolha é sua, e as consequências clínicas, físicas e emocionais também serão suas!

"PROJETO DE LEI 188/2017 PROPÕE DISPENSA DE PESSOAS QUE VIVEM COM HIV/AIDS DE REVISÃO DOS BENEFÍCIOS RELACIONADOS A MP 767 E PL 08/2017"


Conforme informações do RENATO DA MATTA (Presidente da ANSDH), foi apresentado no senado o PROJETO DE LEI - PL 188/2017 pelo Senador Paulo Paim, acrescentando parágrafo ao art. 60 da Lei nº 8.213, de 24 de julho de 1991, para dispensar as pessoas vivendo com HIV/Aids (PVHAS) de avaliação das condições que ensejaram a concessão ou a manutenção do auxílio-doença (incluindo as aposentadorias).

O PL 188 se baseia em proposta da ANSDH para que fosse criado um projeto de lei que isentasse as PVHAS da MP 767 - PL 08/2017, a qual foi prontamente atendida pelo Senador. RENATO DA MATTA solicita à todos(as) que acessem o site do Senado (link abaixo) e votem SIM. Esta é a maneira que podemos ajudar para que o PL seja aceito e aprovado. Faça a sua parte porque quanto mais votos SIM, mais chances teremos de ganhar essa "batalha".

Para votar e acompanhar a tramitação do PL.

Para ler o texto oficial do PL na íntegra

PROJETO DE LEI DO SENADO Nº 188 DE 2017

Acrescenta parágrafo ao art. 60 da Lei nº 8.213, de 24 de julho de 1991, para dispensar a pessoa vivendo com HIV/Aids de avaliação das condições que ensejaram a concessão ou a manutenção do auxílio-doença.

O CONGRESSO NACIONAL DECRETA:

Art. 1º O art. 60 da Lei nº 8.213, de 24 de julho de 1991, passa a vigorar acrescido do seguinte § 14: “Art. 60. ..................................................................... ................................................................................... § 14. É dispensada da avaliação referida no §13 a pessoa vivendo com HIV/Aids.” (NR)

Art. 2º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.

JUSTIFICAÇÃO:

A Medida Provisória nº 767, de 6 de janeiro de 2017, introduziu diversas injustiças nos procedimentos administrativos da previdência social. Uma delas está contida no § 13 do art. 60 da Lei nº 8.213, de 24 de julho de 1991 (Plano de Benefícios da Previdência Social), que estabelece que o segurado em gozo de auxílio-doença, concedido judicial ou administrativamente, poderá ser convocado a qualquer momento para avaliação das condições que ensejaram a concessão ou a manutenção, observado o disposto no art. 101.

Se, em princípio, a norma faz sentido à luz das características do auxílio-doença, especificamente no caso de pessoa vivendo com HIV/Aids, entendemos que ela termina por gerar uma injustiça. Em tal caso, efetivamente, não se trata da hipótese comum da reversibilidade das condições que ensejaram a concessão do auxílio-doença, dado que até o presente momento, infelizmente, a ciência não conseguiu alcançar a cura dessa enfermidade. Em tal caso, a convocação para avaliação de suas condições e manutenção do benefício, além de representar um constrangimento, é, também, prejudicial para o seu tratamento, dado que pode envolver uma interrupção de sua rotina terapêutica.

Por esse motivo propomos a presente modificação do art. 60 do Plano de Benefícios, para dispensar as pessoas vivendo com HIV/Aids da avaliação para manutenção do auxílio-doença. A comprovação de sua condição no momento da concessão inicial do benefício já nos parece suficiente no que toca ao interesse da administração previdenciária.