Muito prazer, me chamo Vida!



Tudo que você deseja, planeja, sonha, conquista, depende do meu aval.

Sem a minha interferência você não nasce, não vê, não ouve, não fala, não sente, não adoece, não respira, não vive, enfim...

Não existe!

Na maior parte do tempo que eu lhe concedi, você pretensamente crê que não me deve satisfações e até me ignora. Porém, nos seus momentos de dor, desespero, revolta e inconformismo, se atreve a apontar seus dedos na minha direção.

Apenas nesses momentos você lembra que existo e se faz de vítima, me acusando, ofendendo, culpando injustamente pelas consequências dos seus próprios atos e atitudes. Estes sim, os únicos responsáveis pela sua dor, pelo seu desespero, pela sua revolta, pelo seu inconformismo.

Estou cansada de ver você me tratando como se eu fosse mais uma entre tantas coisas insignificantes, descartáveis e com prazo de validade curtíssimo que você valoriza, e sabe por que?

Porque eu não sou uma coisa. Eu sou o único motivo, a única razão da sua existência e, portanto, pare de procurar o meu sentido porque eu sou este sentido!

Eu lhe ofereci o privilégio e a liberdade de usufruir e cuidar desse bem à sua maneira. Mas eu não lhe dei e nem dou o direito de tratá-lo como um detalhe, um objeto inútil, fútil e sem nenhuma importância.

Eu sou perfeita, infalível, eterna, imortal. E você, como todo ser vivo, é imperfeito, falível, frágil e mortal!

Ainda não sabe quem sou eu?
Muito prazer, me chamo VIDA.
Sobrenome, SUA VIDA!

Por: Alexandre Gonçalves de Souza

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