"Mulheres que vivem com HIV/Aids precisam se vacinar contra o HPV"


Por: José Almir Santana, natural de Aracaju/SE
(Médico formado pela Universidade Federal de Sergipe em 1981,com especialização em Saúde Pública. Coordena o Programa Estadual de DST/Aids desde 1987 e leciona Biologia desde 1982. Foi o primeiro médico a aceitar atender pacientes com HIV/Aids há 24 anos atrás, em Sergipe)

Em março de 2014, a vacina contra o HPV foi disponibilizada gratuitamente nos postos de saúde pelo ministério. No mesmo ano, foram vacinadas meninas de 11 a 13 anos. Em 2015, passaram a ser vacinadas meninas de 9 a 11 anos.

No mesmo ano, o Ministério da Saúde alinhou as recomendações nacionais as diretrizes internacionais da Organização Mundial da Saúde para implantação do esquema padrão de três doses (0, 2 e 6 meses) para mulheres que vivem com HIV/Aids na faixa etária de 9 a 26 anos de idade. Segundo dados do Ministério da Saúde é baixa a cobertura vacinal junto às mulheres que vivem com HIV/Aids, na faixa etária de até 26 anos. O alerta foi feito, recentemente, através de nota informativa, com relação à vacina contra o HPV.

Considerando que: "As neoplasias ano-genitais e lesões intraepiteliais decorrentes do HPV em mulheres vivendo com HIV/Aids são mais frequentes quando comparadas a população em geral e que as mulheres infectadas pelo HIV têm maior prevalência de infecção persistente pelo HPV, muitas vezes com múltiplos tipos de HPV, e estão em maior risco de progressão para o grau mais elevado de Neoplasia Cervical Intraepitelial e câncer cervical, em comparação com mulheres sem infecção por HIV. A vacinação contra o HPV está sendo recomendada para as meninas de 9 a 26 anos, que são soropositivas".

A vacinação de mulheres vivendo com HIV/Aids esta sendo realizada, no Brasil, nos postos de vacinação, nos Centros de Referencia para Imunobiológicos Especiais (CRIE) e em alguns Serviços de Atenção Especializada (SAE) que possuem sala de vacina. "No entanto, mantem-se a necessidade de prescrição médica para as mulheres soropositivas, a qual deverá ser apresentada no ato da vacinação".

Reforça-se, portanto: "A necessidade de estimular os profissionais de saúde e a mídia para a divulgação da ampliação da cobertura vacinal das mulheres que vivem com HIV/Aids, visando alcançar a efetividade da imunização e impactar na redução da morbimortalidade neste grupo de mulheres causadas pela infecção pelo HPV".

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