"Estudo da Unesp acompanha 7 garotas de programa que utilizam o TRUVADA como prevenção ao HIV. Em 5 anos nenhuma delas foi infectada pelo vírus"

(Unesp/Botucatu - Foto: Reprodução/TV TEM)

"O infectologista da Unesp/Botucatu, Dr. Alexandre Naime Barbosa, acompanha sete garotas de programa que, há cinco anos tomam o Truvada para prevenir a infecção pelo HIV e, segundo a pesquisa, nenhuma delas foi infectada pelo vírus, mesmo fazendo sexo sem o uso do preservativo, em algumas ocasiões".

Desde 2014, o medicamento é recomendado pela OMS para pessoas que fazem parte dos grupos de alto risco de infecção pelo HIV. A eficácia do Truvada já foi comprovada por quatro grandes estudos clínicos. O Brasil participou de um desses estudos que concluiu que; "o uso diário do medicamento por homens saudáveis, que fazem sexo com homens, conseguiu prevenir novas infecções". Segundo o Ministério da Saúde, o Truvada deve ser incorporado ao SUS ainda em 2016.

De quatro a cinco dias é o tempo que a medicação demora para penetrar nas células e, entrando nas células, o medicamento impede que o HIV as contamine quando a pessoa é infectada pelo vírus, explica o infectologista. A contaminação ocorre quando o vírus penetra nas células usando uma enzima chamada transcriptase reversa.

"O Truvada bloqueia essa enzima protegendo as células de defesa do organismo. Assim fica mais difícil a penetração do vírus no organismo, e o vírus não consegue se multiplicar".

Por ano surgem 40 novos casos de HIV só em Botucatu, segundo a coordenadora  do programa municipal  de DST-Aids, Juliane Andrade. Mais de 300 pacientes infectados são acompanhados pelo programa. "É um trabalho de prevenção para a pessoa continuar se protegendo e evitar a cadeia de proliferação do vírus".

"Apesar de ser um método eficaz, a utilização do Truvada não evita a contaminação por outras DST (doenças sexualmente transmissíveis). O Truvada só é eficiente na prevenção do vírus HIV".

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