"SBI emite parecer favorável sobre incorporação do DOLUTEGRAVIR e manutenção do RALTEGRAVIR no tratamento das pessoas que vivem com HIV/AIDS no Brasil"

O Comitê Científico de HIV/Aids da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI) emitiu parecer favorável à inclusão da classe dos inibidores de integrase na primeira linha de tratamento para a infecção pelo HIV no Brasil (clique aqui para ler o parecer original na íntegra).

Este tipo de tratamento conta com o apoio de órgãos governamentais e já fora aprovado pela Comissão Nacional de Incorporação de Novas Tecnologias (Conitec) para ser distribuído pelo SUS. Leia abaixo trechos do mesmo, o qual já foi enviado ao Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde:

"PARECER DO COMITÊ CIENTÍFICO DE HIV/AIDS: INCORPORAÇÃO DO DOLUTEGRAVIR E MANUTENÇÃO DO RALTEGRAVIR EM SITUAÇÕES ESPECIAIS NA PRIMEIRA LINHA DE TERAPIA ANTIRRETROVIRAL NO BRASIL"

Recentemente, tanto a Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias (CONITEC) como representantes do governo têm se manifestado sobre a inclusão da classe dos inibidores de integrase para a primeira linha de tratamento da infecção pelo HIV no Brasil.

O Comitê Científico de HIV/Aids da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI) apoia a incorporação da classe dos inibidores de integrase para a primeira linha de tratamento da infecção pelo HIV no Brasil. "Esse fato contribuirá significativamente para a melhoria da qualidade de vida das pessoas vivendo com HIV (PVHA)", reafirmando as ações do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais brasileiro dentre as mais reputadas do mundo, garantindo a todas as PVHA pleno acesso a medicamentos e exames para adequado acompanhamento.

O uso dos inibidores de integrase para início de terapia antirretroviral "está sendo recomendado nas diretrizes de tratamento mais respeitadas do mundo, como International Antivirus Society-USA (IAS-USA), Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos Estados Unidos (DHHS), European AIDS Clinical Society (EACS), British HIV Association (BHIVA) e Organização Mundial da Saúde (OMS), por apresentarem excelente perfil de segurança, eficácia e tolerabilidade".

Nas diretrizes internacionais, "existe a recomendação do uso dessa classe para o início da terapia antirretroviral de primeira linha", enfatizando o tratamento particularizado, baseado em características como posologia, possíveis efeitos adversos, potenciais interações medicamentosas, idade, gestação, presença de comorbidades e infecções concomitantes (tuberculose e hepatite C). "O Comitê ratifica a importância da individualização da terapia".

Mediante esse cenário, somos favoráveis à disponibilização de mais de um inibidor de integrase. "Para tal, será necessário que o Brasil garanta acesso universal aos dois medicamentos dessa classe já registrados (Dolutegravir e Raltegravir)". Sugerimos que a terapia seja decidida pelo médico responsável pelo acompanhamento da PVHA, após avaliação detalhada das características de cada indivíduo, analisando vantagens e desvantagens de cada medicamento.

Reforçamos a relevância da manutenção do Raltegravir pelo Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde do Brasil "para os casos nos quais existe evidência científica para a sua utilização, em detrimento dos outros representantes da classe". Também cabe ressaltar e salientar o princípio de autonomia do paciente, "garantindo-se a continuação do uso do Raltegravir para aqueles que no presente momento estão utilizando e não desejam realizar sua troca, em decisão conjunta com o profissional assistente".

"O Comitê Científico de HIV/Aids da SBI deseja ver o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) brasileiro em sintonia com as diretrizes internacionais, primando pelo objetivo principal, que é a qualidade de vida de nossos pacientes".

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