"Com a expansão do acesso ao tratamento, mais pessoas vivendo com HIV estão sobrevivendo e envelhecendo"


O sucesso do tratamento contra o HIV/AIDS pode ser medido de diversas maneiras. O envelhecimento das pessoas que vivem com HIV/AIDS pode ser um importante indicador de que os medicamentos estão fazendo efeito e prolongando a vida dessa população. O acesso ao tratamento tem mostrado que não existe mais uma expectativa de vida menor para as pessoas que vivem com HIV/AIDS. "Isso é muito importante, uma vez que essas pessoas (quando em tratamento adequado) vivem o mesmo que qualquer outra pessoa". Agora, será foco das discussões os efeitos a longo prazo dos antirretrovirais e como isso pode influenciar na vida delas. Esta foi a conclusão de uma junta de junta de especialistas da UNAIDS/ONU em Genebra. Leia a seguir:

"Das 36,7 milhões de pessoas vivendo com HIV em todo o mundo em 2015, 5,8 milhões tinham 50 anos ou mais. Com a expansão do acesso ao tratamento, mais pessoas vivendo com HIV estão sobrevivendo e envelhecendo. Essa foi a conclusão da 39ª reunião da Junta de Coordenação do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids (UNAIDS) ocorrida no início de dezembro em Genebra, na Suíça".

A sessão temática sobre envelhecimento e HIV reuniu representantes da sociedade civil, de governos e de agências de desenvolvimento para explorar as experiências de pessoas vivendo com HIV com mais de 50 anos de idade e para debater lições sobre saúde, comunidades e sistemas de proteção social para pessoas mais velhas.

Uma resposta bem-sucedida à AIDS deve continuar com a expansão do acesso ao tratamento de forma equitativa, proporcionando serviços de saúde integrados, centrados nas pessoas e sensíveis à idade. Além disso, as pessoas que vivem com HIV devem receber apoio para que consigam levar uma vida longa e saudável. Da mesma forma, as pessoas com mais de 50 anos de idade devem ter igual acesso à proteção social, ao emprego e à integração social.

"A sessão temática também explorou as vulnerabilidades ao HIV entre pessoas com mais de 50 anos e a importância da prevenção, da testagem e do vínculo a programas de cuidado sensíveis à idade. As pessoas com mais de 50 anos têm as mesmas necessidades de prevenção que os jovens".

A diversidade das pessoas com mais de 50 anos foi um tema que surgiu ao longo da sessão. Houve uma convocação para tratamento, prevenção, serviços de cuidado e apoio que reconheçam e respondam às necessidades específicas de pessoas idosas que usam drogas e trabalhadores do sexo mais velhos, homens gays e outros homens que fazem sexo com homens e pessoas trans.

Também foi debatido durante a sessão como aprender com as experiências de pessoas acima de 50 anos que vivem com HIV ou que estejam em risco de contraí-lo e como aplicar as lições aprendidas para uma resposta eficaz à AIDS. Os participantes confirmaram a necessidade de uma abordagem do ciclo de vida e de um sistema de saúde bem equipado que antecipe e atenda às necessidades das pessoas que vivem com HIV ou que estejam em risco de contraí-lo à medida que envelhecem.

O trabalho futuro inclui pesquisa sobre os efeitos físicos do envelhecimento com o HIV, os efeitos de longo prazo da terapia antirretroviral e inovações para garantir acesso ininterrupto e tratamento de qualidade para todos. O envolvimento significativo de pessoas mais velhas vivendo com o HIV pode apoiar respostas nacionais, regionais e globais ao HIV para assegurar que as pessoas idosas soropositivas vivam vidas longas e saudáveis.

FONTE: UNAIDS/ONU

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