Combate à epidemia de HIV/AIDS não se resume ao fornecimento de antirretrovirais!


Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) aponta que sistemas de saúde devem fornecer outros serviços para promover a qualidade de vida das pessoas vivendo com HIV. "Medidas de apoio e cuidado envolvem assistência clínica, física e jurídica, atendimento psicológico, aconselhamento nutricional, monitoramento de outras doenças e profilaxia para a prevenção de infecções bacterianas".

A terapia antirretroviral é fundamental para combater a epidemia de HIV/AIDS, mas o tratamento não deve ser a única aposta dos sistemas de saúde!

Serviços de cuidado e apoio "são igualmente importantes para melhorar a qualidade de vida dos que são diretamente afetados pelo vírus e pela doença", apontam o Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) e a Organização Mundial da Saúde (OMS). Mas o que são exatamente esses serviços?

Segundo o UNAIDS, "eles englobam diferentes tipos de atendimento, que não apenas lidam com o gerenciamento dos sintomas, mas envolvem também o oferecimento de exames para tuberculose, de profilaxia para prevenção de infecções bacterianas e de suporte clínico, físico e legal". Outras medidas de apoio e cuidado incluem "aconselhamento nutricional e tratamento psicológico para promover a saúde mental e para controlar o uso abusivo de substâncias, incluindo o álcool".

Embora possam variar dependendo do contexto onde estão inseridas as populações que vivem com HIV, o UNAIDS aponta que esses serviços "devem sempre garantir o acesso imediato à terapia antirretroviral para as pessoas recém-diagnosticadas com o vírus". Outro objetivo da atenção de saúde "é fortalecer a adesão dos pacientes ao tratamento, que é capaz de reduzir a carga viral e, portanto, prevenir novas infecções".

Atualmente, a agência da ONU avalia que os cuidados fornecidos à população afetada pela epidemia permanecem associados aos serviços disponíveis em clínicas e hospitais, apesar do papel crescente de redes integradas de atenção que mobilizam comunidades e voluntários fora dos espaços hospitalares. "O UNAIDS espera que, no futuro, a atenção se torne cada vez mais descentralizada, com tecnologias permitindo aos pacientes se informar sobre seu estado de saúde".

"Obstáculos"

A mais recente publicação do organismo internacional sobre cuidado e apoio relacionados ao HIV alerta que diferentes obstáculos podem impedir a inclusão de pessoas vivendo com o vírus em redes de atenção. "Desafios podem ser econômicos, ausência de redes de transporte adequadas para levar pacientes a centros de atendimento, impossibilidade de ser liberado do trabalho para buscar remédios, escassez de comida, ou ligados aos próprios sistemas de saúde, hospitais superlotados, falta de profissionais".

O UNAIDS aponta ainda que "o estigma e o preconceito também são fatores por trás da baixa adesão às rotinas de tratamento propostas por médicos aos pacientes". Um meio de lidar com esse problema é criar redes de apoio e serviço social onde os indivíduos podem partilhar suas experiências e receber aconselhamento para enfrentar medos e estereótipos associados ao HIV.

"A terapia antirretroviral deve ser fornecida imediatamente às pessoas que tenham um diagnóstico positivo, assim como também devem-se fornecer os cuidados e apoio, a assistência e testagem, o apoio jurídico, social e econômico, acompanhamento da saúde mental e emocional e acesso a métodos contraceptivos e serviços de saúde, explica a especialista do programa da ONU, Meg Doherty".

FONTE: UNAIDS

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