Diretor da Unaids alerta jovens: Aids não é coisa do passado!


Luiz Loures, médico brasileiro, um dos pioneiros no tratamento da Aids no Brasil e Diretor Adjunto da Agência das Nações Unidas para a Aids, Unaids afirmou: "A cura provavelmente vai vir antes de uma vacina e, hoje, uma pessoa que trata, tem uma expectativa de vida normal, tem uma inserção social, familiar e pessoal normal. Cada vez mais temos disponibilidade de tecnologias, de tratamentos, que vão ter um impacto muito grande na qualidade da vida da pessoa tratada".

O que está se tornando uma realidade hoje?

Ao invés de uma pessoa com hiv tomar uma droga todos os dias, "num futuro muito próximo eu espero que seja um injeção a cada três meses, sem ter essa parte que incomoda mais do tratamento que é a adesão diária às drogas". Então, existe progresso e eu tenho uma expectativa muito positiva que vamos chegar à cura. Somente a ciência não resolve: "A questão central hoje é garantir que todos, independente de onde eles vivem, tenham acesso sem discriminação a essa ciência".

Muitos adolescentes de hoje pensam que Aids é coisa do passado. Mas não é!

Apesar de termos as ferramentas para tratar e para levar essa epidemia ao fim, ainda não acabou. O que nós observamos no mundo é que existe uma tendência de recorrência da Aids principalmente entre pessoas mais jovens. Isso está claramente nesta percepção que Aids não é importante: uma baixa da guarda, uma baixa do ponto de vista da prevenção em relação ao hiv. Este talvez seja o desafio mais importante hoje: o que eu chamo de fechar a lacuna de geração. "Minha geração viu uma epidemia que a geração mais jovem não vê, felizmente. "Mas a consequência disso é que existe também uma percepção incorreta de que a Aids já acabou".

Vamos acabar. Mas para isso precisamos sem duvida de um engajamento total da população mais jovem em prevenção, tratamento e teste, principalmente!

O chamado principal para um jovem hoje: "faça o teste". É muito importante conhecer o seu estado. Se negativo, que se mantenha negativo, continue tomando as vias de prevenção, se positivo, vai ter uma via normal, com o tratamento disponível, mas faça o teste: isso ajuda muito a uma tomada de posição do jovem em relação à epidemia da Aids.

Fontes: Unaids - Rádio Vaticano

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