DIABETES: Vacina que promete cura será testada em humanos - Novo medicamento é aprovado pela Anvisa - Novo dispositivo usa lágrimas para medir glicose.


"Vacina que cura diabetes de forma definitiva será testada em humanos"

A Food And Drugs Administration (FDA), órgão do governo dos Estados Unidos responsável pelo controle de alimentos, suplementos alimentares, medicamentos e outras substâncias, anunciou que foi aprovado um teste "de uma a vacina para controlar definitivamente a diabetes". A vacina, chamada "Bacilo Calmette-Guérin (BCG)" será testada em 150 adultos com estágio avançado da doença. A notícia foi divulgada pela Dr.ª Denise Faustman, na 75ª Sessão Científica da Associação Americana de Diabetes.

Denise é pesquisadora do Laboratório de Imunologia do Hospital Geral de Massachusetts, em Boston, nos Estados Unidos. Segundo ela a vacina aumenta temporariamente os níveis de necrose tumoral no organismo no paciente, sendo que essa substância é responsável por eliminar as células T, que são as células causadoras de "diabetes tipo 1".

Nesse teste oficial, a médica vai incluir pacientes com idade entre 18 e 60 anos em um estudo que deve durar cerca de cinco anos. Durante os testes, os pacientes vão receber duas injeções de BCG com quatro semanas de intervalo, em seguida, receberão a mesma vacina anualmente pelos próximos quatro anos. "Se tudo correr bem nesses testes, um estudo posterior maior e com mais pacientes será realizado para garantir a eficácia e segurança do medicamento".

"Anvisa aprova novo medicamento genérico para tratamento de diabetes"

Os pacientes que sofrem de "diabetes tipo 2" poderão usar um novo remédio para tratar a doença. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o registro do genérico "dapagliflozina". O registro do medicamento, publicado nesta segunda-feira (27), será uma nova opção para melhorar o controle glicêmico dos diabéticos. O uso da dapagliflozina, cuja referência farmacêutica é o Forxiga, é indicado junto a exercícios físicos e à dieta alimentar para melhorar o controle dos níveis de açúcar no sangue em pacientes com "diabetes mellitus tipo 2". O medicamento genérico foi registrado pela empresa Astrazeneca do Brasil Ltda.

A dapagliflozina é indicada para o tratamento de "diabetes tipo 2 e não deve ser usada no tratamento de pessoas com diabetes mellitus tipo 1. O genérico não deve ser usado, ainda, no tratamento de cetoacidose diabética ou caso o paciente tenha problemas renais ou doenças cardiovasculares". O medicamento funciona como bloqueio do cotransportador sódio-glicose 2 (SGLT2), uma proteína responsável pela reabsorção da glicose (açúcar) no rim. Este bloqueio leva à eliminação do excesso de glicose na urina, o que melhora o controle do "diabetes mellitus tipo 2".

"Adeus, agulhas: lentes com sensores podem medir o diabetes"

Pessoas com "diabetes e outros pacientes" que precisam coletar sangue todos os dias para realizar algum exame sabem como são doloridos esses procedimentos. Porém, uma pesquisa publicada nesta terça-feira (4), no periódico científico da American Chemical Society, apontou uma possível solução para tornar esses processos bem menos invasivos. "Trata-se de uma lente de contato equipada com um sensor biométrico capaz de aferir o nível de glicose no sangue do paciente". Os sensores são alocados à uma lente de contato comum e transparente. "Assim, eles conseguem monitorar os sinais biológicos (glicemia, ácido úrico) do indivíduo apenas por meio da análise de suas lágrimas".

"Nosso objetivo é detectar os biomarcadores nas lágrimas e não no sangue do paciente, o que torna a tecnologia muito menos invasiva", diz ao site de VEJA o engenheiro americano Gregory Herman, da Universidade do Estado do Oregon, um dos pesquisadores responsáveis pelo estudo. De acordo com Herman, os sensores das lentes possuem uma enzima sensível à glicose. Dessa forma, cada vez que o dispositivo está na presença de açúcar, sua enzima se modifica. Isso permite que os cientistas acompanhem o níveis de glicose dos pacientes apenas monitorando a lente.

Inicialmente, a tecnologia foi desenvolvida para aferir somente as taxas de glicemia no sangue. "Porém, as pesquisas se expandiram para que o dispositivo também monitore outros sinais biológicos como ácido úrico, colesterol, dentre outros". As lentes ainda estão em fase de testes, mas, de acordo com o estudo, a tecnologia, "que deve ser mais barata que os procedimentos comuns", pode ser produzida em escala industrial desde que haja apoio das empresas. "Já estamos buscando colaborações com a iniciativa privada. Uma vez que conseguirmos tal apoio, acredito que as lentes e os sensores podem chegar ao mercado com rapidez e serão relativamente baratos", antecipa o pesquisador.

FONTES:
FDA - ASSOCIAÇÃO AMERICANA DE DIABETES
ANVISA - VEJA - JORNAL CIÊNCIA

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