"Suécia é o 1º país a atingir as metas 90-90-90 da ONU cujos objetivos é garantir que até 2020: 90% das pessoas vivendo com HIV estarão cientes de seu estado sorológico positivo, 90% dos indivíduos com o vírus estarão sob tratamento e 90% das pessoas em tratamento estarão com a carga viral indetectável"


Em visita à Suécia para conhecer iniciativas na área da saúde, o diretor-executivo do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS), Michel Sidibé, elogiou os esforços do país para acabar com a epidemia de HIV/AIDS.  "A nação europeia foi a primeira a cumprir os novos objetivos da ONU sobre AIDS".

Em outubro de 2016, o Estado escandinavo anunciou ter atingido as chamadas metas 90-90-90: Conjunto de compromissos dos países-membros para garantir que, até 2020, 90% das pessoas vivendo com HIV estarão cientes de seu estado sorológico positivo, 90% dos indivíduos com o vírus estarão sob tratamento e 90% das pessoas em tratamento estarão com a carga viral indetectável.

"Atualmente, a Suécia estima que 90% das pessoas vivendo com HIV estão diagnosticadas, 97% delas recebem a terapia antirretroviral e 95% do público sob tratamento possui uma carga de HIV indetectável. Estimativas confirmaram que já em 2015 o país havia batido as metas globais".

"A epidemia de HIV tem sido uma causa e consequência de desigualdades de gênero há 30 anos, mas a resposta ao HIV é um canal para mudanças transformadoras e para o progresso", afirmou Sidibé durante encontro no final de março com a secretária de Estado do Ministério das Relações Exteriores da Suécia, Ulrika Modéer. Para o chefe da agência da ONU, a resposta ao HIV pode catalisar apoio para outras causas defendidas pelas Nações Unidas.

"Precisamos de uma mudança nos sistemas e de uma postura ousada em questões estruturais, como direitos humanos e gênero. Agora é a hora para garantir que nós tenhamos uma arquitetura global para a saúde ajustada à era dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. O UNAIDS tem uma liderança-chave a desempenhar por causa da interseção entre o HIV com saúde e desenvolvimento", elogiou Modéer.

A Suécia é um dos principais doadores para o UNAIDS e o Fundo Global de Combate à AIDS, Tuberculose e Malária. Durante a reunião entre o organismo internacional e representantes da nação, dirigentes e especialistas concordaram que abordagens devem ser capazes de olhar para a saúde não como um resultado, mas como um pré-requisito para o crescimento e a sustentabilidade.

"Desde 2000, a resposta global ao HIV evitou quase 9 milhões de mortes, mas a AIDS ainda é a principal causa de morte no mundo entre mulheres de 15 a 49 anos e a sexta maior causa de óbitos entre adolescentes".


FONTE: ONU/UNAIDS

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