"Pesquisa da Fundação Seade mostra que pessoas com HIV estão vivendo mais"


"Nesta quarta-feira (10/05/2017), a segunda edição do jornal SPTV, da TV Globo, levou ao ar uma reportagem sobre a expectativa de vida das pessoas vivendo com HIV/AIDS em São Paulo".

De acordo com a Fundação Seade, em 2015, o estado registrou 8,4 óbitos em decorrência da AIDS por 100 mil homens e 3,7 por 100 mil mulheres. A taxa de mortalidade para o grupo de 25 a 29 anos diminuiu 92%, para ambos os sexos, entre 1995 e 2015, destacando-se os diferenciais por sexo, em que as taxas passaram de 27,4 para 1,8 óbitos por 100 mil mulheres e de 82,1 para 6,9 óbitos por 100 mil homens.

Segundo a pesquisa, apesar de ser uma doença infecciosa, "atualmente o HIV/AIDS vem apresentando caráter crônico e a crescente sobrevida tem contribuído para o aparecimento de problemas de saúde decorrentes do envelhecimento dos pacientes, da exposição prolongada à terapia antirretroviral, ou ainda de fatores de risco presentes na população em geral".

Esse cenário de envelhecimento pode ser constatado no aumento da idade média entre os indivíduos que morreram em decorrência da AIDS. "Em 1990, esse indicador era de 33 anos para os homens e de 29 anos para as mulheres, registrando um acréscimo bem expressivo, em 2015, quando a idade média ao morrer passou para 45 e 46 anos, respectivamente, com as mulheres superando o indicador masculino".

"Nesses 20 anos de epidemia, a gente teve um maior controle, um maior monitoramento da doença. Houve um aprimoramento dos programas de proteção, teve a introdução dos antirretrovirais. Tudo isso contribuiu para que houvesse essa queda, o aumento da idade média ao morrer e a maior sobrevida das pessoas infectadas", destacou a mestre em Saúde Pública e analista do Seade, Monica La Porte.

"Transmissão de mãe para filho"

O levantamento mostra também que ao longo do período de 1990 até 2015, "as maiores reduções da mortalidade se deram entre os pacientes infantis". A taxa de mortalidade por AIDS no grupo de 0 a 4 anos atingiu, em 1995, 5 óbitos por 100 mil crianças, passando para 0,2 mortes por 100 mil em 2015.

Isso é uma ação feita realmente na "transmissão vertical, que é a passagem do HIV de mãe para filho. As principais ações foram a testagem sorológica tanto no pré-natal como no momento do parto, e a aplicação do esquema de antirretrovirais que já foram implantados durante a gestação", destacou a analista. "Passamos a aplicar também os antirretrovirais direto no recém-nascido. Porque quando o recém-nascido nasce você já sabe que é soropositivo, já há a introdução da profilaxia. Outro fator importante é a substituição do aleitamento materno por outra forma láctea, porque pelo leite materno há transmissão", acrescentou.



FONTES: AGÊNCIA DE NOTÍCIAS DA AIDS - AGÊNCIA BRASIL

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